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Tudo o que eu não escrevi – Diário II

LT007237

Eduardo Prado Coelho

Editora Asa
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
Disponib. - Em stock

€11
Mais detalhes
  • Colecção
  • Finisterra
  • Código
  • LT007237

Descrição

«Na surpresa de uma curva, o deslumbramento. Tão forte que as lágrimas deveriam romper clandestinamente no mais fundo dos olhos. Este lugar é uma enseada, enseada amena, a enseada de Guesclin. Em frente uma pequena ilha, com árvores, uma casa à proa, muralhas, janelas pequenas, e, no topo, uma grande janela branca e fechada — uma moldura de silêncio. Enquanto houver ilhas, os homens continuarão a ser reis como os reis que o foram outrora. Reis inúteis, mas soberanos, imensos, sumptuosos, cobertos pelo manto nocturno das águas. Dinastias arrogantemente supérfluas. Diademas, ceptros, flores venenosas. Se eu tivesse uma ilha, os meus amigos chegavam em barcaças, cantavam baladas de marinheiros, bebiam sidra, deitavam-se com a boca salgada, faziam amor e adormeciam. Na falta de uma ilha, um livro.»

O 2º volume (1991-1992) do diário inédito de Eduardo Prado Coelho, uma das figuras mais marcantes da vida intelectual portuguesa.

Tudo o que eu não escrevi – Diário II

€11

LT007237

Eduardo Prado Coelho
Editora Asa
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
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  • Colecção
  • Finisterra
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  • LT007237
Descrição

«Na surpresa de uma curva, o deslumbramento. Tão forte que as lágrimas deveriam romper clandestinamente no mais fundo dos olhos. Este lugar é uma enseada, enseada amena, a enseada de Guesclin. Em frente uma pequena ilha, com árvores, uma casa à proa, muralhas, janelas pequenas, e, no topo, uma grande janela branca e fechada — uma moldura de silêncio. Enquanto houver ilhas, os homens continuarão a ser reis como os reis que o foram outrora. Reis inúteis, mas soberanos, imensos, sumptuosos, cobertos pelo manto nocturno das águas. Dinastias arrogantemente supérfluas. Diademas, ceptros, flores venenosas. Se eu tivesse uma ilha, os meus amigos chegavam em barcaças, cantavam baladas de marinheiros, bebiam sidra, deitavam-se com a boca salgada, faziam amor e adormeciam. Na falta de uma ilha, um livro.»

O 2º volume (1991-1992) do diário inédito de Eduardo Prado Coelho, uma das figuras mais marcantes da vida intelectual portuguesa.