A vida musical portuguesa na última década do século XX oscilou entre momentos de trevas e momentos de euforia, entre a destruição intencional das orquestras e ópera nacionais e a exuberância de uma oferta artística cosmopolita. Para um povo de memória curta como é o lusitano, reviver esse passado recente através da crítica de Alexandre Delgado é uma forma de compreender o lugar da música erudita no pulsar de uma nação, enquanto barómetro da sua vitalidade cultural. Mais do que uma viagem de curiosidade a um fin-de-siècle que nos diz respeito de tão perto, com o seu desfile de divas e maestros, de solistas, orquestras e compositores, trata-se de aprofundar o próprio significado das manifestações musicais e das políticas culturais. Num estilo acutilante e quantas vezes hilariante, o Autor mostra bem, contrariamente ao sugerido no título, que nem sempre a culpa é do maestro, no que de pior e de melhor ocorre nos pequenos e grandes palcos de Portugal.
Alexandre Delgado nasceu em Lisboa em 1965. Estudou na Fundação Musical dos Amigos das Crianças e foi aluno em composição de Joly Braga Santos e de Jacques Charpentier, diplomando-se com o 1.º prémio do Conservatório de Nice em 1990. Entre a sua o produção sobressai a música de câmara (Quarteto de Cordas, Burlesca, Langará, The Panic Flirt), a música concertante (Concerto para Flauta e Orquestra, Concerto para Violeta e Orquestra) e a música vocal (Turbilhão, Poema de Deus e do Diabo). A sua ópera de câmara O Doido e a Morte (1993) foi estreada no Teatro de São Carlos e no Theater Am Halleschen Ufer em Berlim, sob sua direcção. Vencedor do Prémio Jovens Músicos em 1987, estreou como solista o seu Concerto para Violeta em Portugal, Espanha e Holanda. Membro do Quarteto Lacerda desde 1990 e do Moscow Piano Quartet desde Janeiro de 2005, é director artístico do Festival de Música de Alcobaça. Assina o programa A Propósito da Música na Antena 2 desde 1996 e é autor dos livros A Sinfonia em Portugal e A Culpa é do Maestro - crítica musical 1990/2000, editados na Caminho. É co-autor do livro Luís de Freitas Branco, publicado em Maio de 2007 pela mesma editora, primeira obra de fundo dedicada ao compositor.
€25
A vida musical portuguesa na última década do século XX oscilou entre momentos de trevas e momentos de euforia, entre a destruição intencional das orquestras e ópera nacionais e a exuberância de uma oferta artística cosmopolita. Para um povo de memória curta como é o lusitano, reviver esse passado recente através da crítica de Alexandre Delgado é uma forma de compreender o lugar da música erudita no pulsar de uma nação, enquanto barómetro da sua vitalidade cultural. Mais do que uma viagem de curiosidade a um fin-de-siècle que nos diz respeito de tão perto, com o seu desfile de divas e maestros, de solistas, orquestras e compositores, trata-se de aprofundar o próprio significado das manifestações musicais e das políticas culturais. Num estilo acutilante e quantas vezes hilariante, o Autor mostra bem, contrariamente ao sugerido no título, que nem sempre a culpa é do maestro, no que de pior e de melhor ocorre nos pequenos e grandes palcos de Portugal.
Alexandre Delgado nasceu em Lisboa em 1965. Estudou na Fundação Musical dos Amigos das Crianças e foi aluno em composição de Joly Braga Santos e de Jacques Charpentier, diplomando-se com o 1.º prémio do Conservatório de Nice em 1990. Entre a sua o produção sobressai a música de câmara (Quarteto de Cordas, Burlesca, Langará, The Panic Flirt), a música concertante (Concerto para Flauta e Orquestra, Concerto para Violeta e Orquestra) e a música vocal (Turbilhão, Poema de Deus e do Diabo). A sua ópera de câmara O Doido e a Morte (1993) foi estreada no Teatro de São Carlos e no Theater Am Halleschen Ufer em Berlim, sob sua direcção. Vencedor do Prémio Jovens Músicos em 1987, estreou como solista o seu Concerto para Violeta em Portugal, Espanha e Holanda. Membro do Quarteto Lacerda desde 1990 e do Moscow Piano Quartet desde Janeiro de 2005, é director artístico do Festival de Música de Alcobaça. Assina o programa A Propósito da Música na Antena 2 desde 1996 e é autor dos livros A Sinfonia em Portugal e A Culpa é do Maestro - crítica musical 1990/2000, editados na Caminho. É co-autor do livro Luís de Freitas Branco, publicado em Maio de 2007 pela mesma editora, primeira obra de fundo dedicada ao compositor.