Terceiro volume da série Aspectos do Nosso Tempo.
No nosso tempo, de que procuramos analisar os múltiplos e contraditórios aspectos, a difusão da arte atingiu proporções nunca vistas. Diremos mesmo: excessivas. O artista, embora considerado e respeitado noutros séculos, é hoje objecto duma sobrevalorização nem sempre merecida, alvo duma surpreendente idolatria que analisámos no volume anterior "Anticoisas e Telecoisas". Aquilo a que chamámos a «inflação do artista» fá-lo correr o risco de rebentar, como a rã da fábula. Por isso nos pareceu valer a pena meditar sobre as circunstâncias que a rodeiam. Nos sectores de que trata este livro ao longo dos seus 27 capítulos - teatro, cinema, pintura, música, canções, bailado, literatura - devido à insistência no estrambólico, no «exquisito», a pretexto de ser «moderno» e «progressivo», as coisas estão cada vez pior. As Belas-Artes, que durante milénios procuraram embelezar o ambiente e a própria vida do Homem, foram (ou procuram ser) destronadas por uma conspiração universal em que terríveis malas-artes são utilizadas como armas de agressão e destruição, aplaudidas pela coorte aguerrida e fútil dos snobes, que nos mereceram especial atenção.
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Terceiro volume da série Aspectos do Nosso Tempo.
No nosso tempo, de que procuramos analisar os múltiplos e contraditórios aspectos, a difusão da arte atingiu proporções nunca vistas. Diremos mesmo: excessivas. O artista, embora considerado e respeitado noutros séculos, é hoje objecto duma sobrevalorização nem sempre merecida, alvo duma surpreendente idolatria que analisámos no volume anterior "Anticoisas e Telecoisas". Aquilo a que chamámos a «inflação do artista» fá-lo correr o risco de rebentar, como a rã da fábula. Por isso nos pareceu valer a pena meditar sobre as circunstâncias que a rodeiam. Nos sectores de que trata este livro ao longo dos seus 27 capítulos - teatro, cinema, pintura, música, canções, bailado, literatura - devido à insistência no estrambólico, no «exquisito», a pretexto de ser «moderno» e «progressivo», as coisas estão cada vez pior. As Belas-Artes, que durante milénios procuraram embelezar o ambiente e a própria vida do Homem, foram (ou procuram ser) destronadas por uma conspiração universal em que terríveis malas-artes são utilizadas como armas de agressão e destruição, aplaudidas pela coorte aguerrida e fútil dos snobes, que nos mereceram especial atenção.