Quando se é baixinha e gorducha, com óculos tipo "fundo-de-garrafa", a vida nem sempre nos parece cor-de-rosa. Henriette conhece bem este sentimento, ela que frequentemente sente os olhares do mundo inteiro postos na sua pessoa, um olhar atento e cruel do mundo intransigente que a rodeia. Henriette leva-nos de forma subtil a partilhar esse seu mundo recheado de sonhos e angústias, proporcionando-nos uma boa dose de sorrisos, de ternura e de admiração face aos mini-dramas que o quotidiano nos reserva! Pelo olhar de Henriette, qual de nós não reconhecerá com uma certa estranheza, determinadas "crises existencialistas" próprias de qualquer adolescente complexada e em busca de afecto? Ela degladia-se, brava e tristemente, contra uma entidade parental que não "pesca" nada do assunto e que não lhe dará jamais um minuto de sossego, contra o olhar impiedoso das amigas a quem nada nem ninguém escapará incólume, etc... Felizmente, Henriette dispõe de duas grandes vantagens, quais armas poderosíssimas e de formidável valia: uma imaginação fértil que a ajuda a escapulir-se para um mundo melhor e, pois com certeza, uma personalidade de betão e à prova de bala, dona de um excelente intelecto albergado numa cabecinha bem assente entre os dois ombros, que a protegem do assalto constante de todas aquelas dúvidas e angústias tão próprias e características da adolescência! Concebida pelo duo Dupuy & Berberian, as histórias de Henriette, dissecam a nossa sociedade actual de modo muito próprio e contundente, numa crítica sincera, fresca e por vezes algo corrosiva, conjugando uma boa dose de humor com o sentido de realismo que se tornaram já apanágio da obra destes dois autores. Todos nós conhecemos certamente uma ou outra Henriette. Todos nós fomos já, ou sentimo-nos já por uma ou outra vez, como a Henriette. Em 1999, Dupuy & Berberian vêem um dos volumes da sua série "Monsieur Jean" receber o cobiçado troféu Alph’Art para o "Melhor álbum do Ano".
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Quando se é baixinha e gorducha, com óculos tipo "fundo-de-garrafa", a vida nem sempre nos parece cor-de-rosa. Henriette conhece bem este sentimento, ela que frequentemente sente os olhares do mundo inteiro postos na sua pessoa, um olhar atento e cruel do mundo intransigente que a rodeia. Henriette leva-nos de forma subtil a partilhar esse seu mundo recheado de sonhos e angústias, proporcionando-nos uma boa dose de sorrisos, de ternura e de admiração face aos mini-dramas que o quotidiano nos reserva! Pelo olhar de Henriette, qual de nós não reconhecerá com uma certa estranheza, determinadas "crises existencialistas" próprias de qualquer adolescente complexada e em busca de afecto? Ela degladia-se, brava e tristemente, contra uma entidade parental que não "pesca" nada do assunto e que não lhe dará jamais um minuto de sossego, contra o olhar impiedoso das amigas a quem nada nem ninguém escapará incólume, etc... Felizmente, Henriette dispõe de duas grandes vantagens, quais armas poderosíssimas e de formidável valia: uma imaginação fértil que a ajuda a escapulir-se para um mundo melhor e, pois com certeza, uma personalidade de betão e à prova de bala, dona de um excelente intelecto albergado numa cabecinha bem assente entre os dois ombros, que a protegem do assalto constante de todas aquelas dúvidas e angústias tão próprias e características da adolescência! Concebida pelo duo Dupuy & Berberian, as histórias de Henriette, dissecam a nossa sociedade actual de modo muito próprio e contundente, numa crítica sincera, fresca e por vezes algo corrosiva, conjugando uma boa dose de humor com o sentido de realismo que se tornaram já apanágio da obra destes dois autores. Todos nós conhecemos certamente uma ou outra Henriette. Todos nós fomos já, ou sentimo-nos já por uma ou outra vez, como a Henriette. Em 1999, Dupuy & Berberian vêem um dos volumes da sua série "Monsieur Jean" receber o cobiçado troféu Alph’Art para o "Melhor álbum do Ano".