A primeira edição da Fotobiografia de Antero de Quental aconteceu em 1986, exactamente durante o período que marca o aparecimento deste modelo de livros inaugurado entre nós na Imprensa Nacional-Casa da Moeda com Vasco Graça Moura, de quem, aliás, partiu o convite para a organizar. No prefácio de 1986 lia-se que, apesar das referências que lhe faziam intelectuais e políticos, o Antero revolucionário e, principalmente o ensaísta, era um quase desconhecido apresentado pelo ensino oficial como um poeta difícil e um tanto datado, ainda que com algum direito ao lugar de percursor, historicamente significativo, de uma determinada tendência da poesia portuguesa.
A primeira edição da Fotobiografia de Antero de Quental aconteceu em 1986, exactamente durante o período que marca o aparecimento deste modelo de livros inaugurado entre nós na Imprensa Nacional-Casa da Moeda com Vasco Graça Moura, de quem, aliás, partiu o convite para a organizar. No prefácio de 1986 lia-se que, apesar das referências que lhe faziam intelectuais e políticos, o Antero revolucionário e, principalmente o ensaísta, era um quase desconhecido apresentado pelo ensino oficial como um poeta difícil e um tanto datado, ainda que com algum direito ao lugar de percursor, historicamente significativo, de uma determinada tendência da poesia portuguesa.