«Parece que é justamente no plano do sentir que a nossa época exerceu o seu poder. Talvez por isso ela possa ser definida como uma época estética: não por ter uma relação privilegiada e directa com as artes, mas mais essencialmente porque o seu campo estratégico não é o cognitivo, nem o prático, mas o do sentir, o da aisthesis. Os primeiros dois âmbitos surgem à primeira vista subordinados ao terceiro: a partir dos anos 60, parece ser precisamente neste território que se jogam as partidas decisivas, que se estabelecem e se desfazem as relações privadas e sociais, que se desenham e se cumprem os destinos de cada um e das colectividades.»
Mario Perniola estudou filosofia com Luigi Pareyson na Universidade de Turim, onde conheceu Gianni Vattimo e Umberto Eco. Esteve ligado à Internacional Situacionista, movimento de vanguarda empenhado em causas políticas e sociais, fundado por Guy Debord, de quem ficou amigo. Tornou-se professor catedrático de estética nas universidades de Salerno e Roma. Foi Professor Convidado em muitas universidades e centros de investigação de renome mundial, tais como a Universidade de Stanford (EUA), a École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), a Universidade de Edmonton (Canadá), a Universidade de Kyoto (Japão), a Universidade de São Paulo (Brasil), as Universidades de Sydney e Melbourne (Austrália) e a Universidade de Singapura.
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«Parece que é justamente no plano do sentir que a nossa época exerceu o seu poder. Talvez por isso ela possa ser definida como uma época estética: não por ter uma relação privilegiada e directa com as artes, mas mais essencialmente porque o seu campo estratégico não é o cognitivo, nem o prático, mas o do sentir, o da aisthesis. Os primeiros dois âmbitos surgem à primeira vista subordinados ao terceiro: a partir dos anos 60, parece ser precisamente neste território que se jogam as partidas decisivas, que se estabelecem e se desfazem as relações privadas e sociais, que se desenham e se cumprem os destinos de cada um e das colectividades.»
Mario Perniola estudou filosofia com Luigi Pareyson na Universidade de Turim, onde conheceu Gianni Vattimo e Umberto Eco. Esteve ligado à Internacional Situacionista, movimento de vanguarda empenhado em causas políticas e sociais, fundado por Guy Debord, de quem ficou amigo. Tornou-se professor catedrático de estética nas universidades de Salerno e Roma. Foi Professor Convidado em muitas universidades e centros de investigação de renome mundial, tais como a Universidade de Stanford (EUA), a École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), a Universidade de Edmonton (Canadá), a Universidade de Kyoto (Japão), a Universidade de São Paulo (Brasil), as Universidades de Sydney e Melbourne (Austrália) e a Universidade de Singapura.