Em Nós como Futuro, Eduardo Lourenço começa por caracterizar duas abordagens diferentes do Passado, uma é aquela das sociedades de história recente cujo passado é inexistente, constituindo-se o presente como esse tempo glorioso que no futuro se lembrará, outra é a das sociedades de história milenar, onde o presente é constante evocação de feitos e épocas em desuso porque estão delimitadas num tempo e num espaço incompatíveis com a actualidade, condicionando o futuro a ser «simplesmente o presente prolongado.
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Em Nós como Futuro, Eduardo Lourenço começa por caracterizar duas abordagens diferentes do Passado, uma é aquela das sociedades de história recente cujo passado é inexistente, constituindo-se o presente como esse tempo glorioso que no futuro se lembrará, outra é a das sociedades de história milenar, onde o presente é constante evocação de feitos e épocas em desuso porque estão delimitadas num tempo e num espaço incompatíveis com a actualidade, condicionando o futuro a ser «simplesmente o presente prolongado.