Lisboa, 1999
Fac-simile da edição por João Baptista da Silva Lopes (Lisboa, Academia das Ciências 1844)
«Interessante e simultaneamente agradável é a leitura do relato De itinere navalis, de eventibus, de que rebus a peregrinis Hierosolymam petentibus MCLXXXIX fortiter gestis narratio, obra de um cruzado anónimo do final do século XII que, com aparente simplicidade, fornece inúmeros elementos para a análise da chegada dos exércitos cristãos da III Cruzada à cidade de Silves, na época o maior centro urbano do Algarve. A publicação na qual constam os dados a que nos referimos é a de Emanuel Cadafaz de Matos, A cidade de Silves num itinerário naval do século XII por um cruzado anónimo, editada em Lisboa em 1999. Esta obra parte do fac-símile da edição coordenada pelo historiador algarvio João Baptista da Silva Lopes, por iniciativa da Academia das Ciências de Lisboa, em 1844, que, à semelhança de numerosos antecessores, utiliza a dita obra medieval para o estudo das várias facetas ligadas quer à vida quotidiana, quer a alguns dos momentos decisivos de uma cruzada, obra esta já publicada em 1840, em Turim, por Costâncio Gazzera. O contributo a destacar nesta crónica prende-se com a sua enorme relevância para a história do Algarve medieval, para além do facto de ter sido um trabalho precursor das investigações sobre os acontecimentos desta região, espaço de instável fronteira entre muçulmanos e cristãos, com relevante presença judia, posto avançado do Mediterrâneo para quem vinha do Norte da Europa, à semelhança do generoso cruzado anónimo autor do relato. A transição da Europa atlântica para um mundo de forte influência mediterrânica está bem patente ao longo do texto, causando alguma perturbação no cronista.» Alessia Amato
€40
Lisboa, 1999
Fac-simile da edição por João Baptista da Silva Lopes (Lisboa, Academia das Ciências 1844)
«Interessante e simultaneamente agradável é a leitura do relato De itinere navalis, de eventibus, de que rebus a peregrinis Hierosolymam petentibus MCLXXXIX fortiter gestis narratio, obra de um cruzado anónimo do final do século XII que, com aparente simplicidade, fornece inúmeros elementos para a análise da chegada dos exércitos cristãos da III Cruzada à cidade de Silves, na época o maior centro urbano do Algarve. A publicação na qual constam os dados a que nos referimos é a de Emanuel Cadafaz de Matos, A cidade de Silves num itinerário naval do século XII por um cruzado anónimo, editada em Lisboa em 1999. Esta obra parte do fac-símile da edição coordenada pelo historiador algarvio João Baptista da Silva Lopes, por iniciativa da Academia das Ciências de Lisboa, em 1844, que, à semelhança de numerosos antecessores, utiliza a dita obra medieval para o estudo das várias facetas ligadas quer à vida quotidiana, quer a alguns dos momentos decisivos de uma cruzada, obra esta já publicada em 1840, em Turim, por Costâncio Gazzera. O contributo a destacar nesta crónica prende-se com a sua enorme relevância para a história do Algarve medieval, para além do facto de ter sido um trabalho precursor das investigações sobre os acontecimentos desta região, espaço de instável fronteira entre muçulmanos e cristãos, com relevante presença judia, posto avançado do Mediterrâneo para quem vinha do Norte da Europa, à semelhança do generoso cruzado anónimo autor do relato. A transição da Europa atlântica para um mundo de forte influência mediterrânica está bem patente ao longo do texto, causando alguma perturbação no cronista.» Alessia Amato