Este estudo acompanha a evolução gradual do pensamento republicano na literatura produzida ao longo das últimas décadas da Monarquia Portuguesa, e aborda entre outras matérias de interesse histórico e cultural a categoria genológica do romance político e o texto literário como instrumento ideológico, a partir de algumas obras de autores deste período: para monárquicos, como Eça de Queiroz ou Carlos Malheiro Dias, o republicanismo é a concretização da perigosa anarquia trazida pela revolução de baixo e conducente ao descalabro social; para republicanos, como Guerra Junqueiro ou Abel Botelho, a implantação do modelo político que defendem é a única tábua de salvação para uma nação à deriva na sua degenerescência finissecular.
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Este estudo acompanha a evolução gradual do pensamento republicano na literatura produzida ao longo das últimas décadas da Monarquia Portuguesa, e aborda entre outras matérias de interesse histórico e cultural a categoria genológica do romance político e o texto literário como instrumento ideológico, a partir de algumas obras de autores deste período: para monárquicos, como Eça de Queiroz ou Carlos Malheiro Dias, o republicanismo é a concretização da perigosa anarquia trazida pela revolução de baixo e conducente ao descalabro social; para republicanos, como Guerra Junqueiro ou Abel Botelho, a implantação do modelo político que defendem é a única tábua de salvação para uma nação à deriva na sua degenerescência finissecular.