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D. Sancho I

Maria João Violante Branco
Círculo de Leitores
Português PT

Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
Disponib. - Em stock

€8
Mais detalhes
  • Ano
  • 2006
  • Colecção
  • Reis de Portugal
  • Código
  • LT000525
  • ISBN
  • 9789724235172
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00
  • Nº Páginas
  • 320

Descrição

Como acontece com tantos filhos de pais excepcionais, também Sancho I (1154-1211) foi «maltratado» pela historiografia, que o relegou, sem qualquer piedade, para um estatuto de rei apagado, de perfil muito menos brilhante que seu pai, fundador da pátria. Essa visão redutora não faz justiça ao monarca que parece revelar-se quando se estuda a sua documentação tentando libertá-lo de juízos apriorísticos.

Com efeito, o segundo rei de Portugal contribuiu de forma decisiva para a consolidação do território que seu pai tanto se esforçaria por alargar. A partir do momento em que se eoncontrou a sós no poder, começou a delinear uma redefinição dos moldes de estruturação e domínio do reino, protagonizando um reinado interventivo e belicoso, onde se destacam a importância dos serviços de chancelaria na ordenação jurídica do reino, a itinerância régia, a concessão de forais e o desempenho das funções judiciais e guerreiras pelo monarca, como elementos constituitivos de um renovado conceito de realeza, que se vê a si própria como uma entidade jurídica superior e ordenadora dos restantes corpos sociais, onde a figura do monarca é muito mais visível que anteriormente.

As catastrofes naturais, as fomes e as pestes que assolaram os anos centraid so seu reinado, aliadas a uma endémica luta contra certos sectores de nobreza e do claro, não lhe facilitariam, a nível interno, a prossecução da tarefa que se propusera, e que, a nível externo, um imparável império almoada, e as eternas guerras contra Leão e Castela, também haviam dificultar.

A guerra civil que assolou o final do seu reinado e a doença que o perturbou profundamente durante os últimos meses da sua existência, concluem com um toque acrescido do dramatismo uma vida que parece ter sido sempre pautada pelas dificuldades e contratempos, mas ainda assim vivida com muita intensidade e teimosia, de uma forma quase extremada. Atravessada por questões de soberania e momentos de lazer, pazes e campanha bélicas, vida de corte e conflitos, sucessos e insucessos, esta foi uma característica vida de monara peninsular da viragem do século XII.

Este livro é sobre a vida desse homem, e sobre a época em que viveu.

D. Sancho I

€8

Maria João Violante Branco
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Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
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  • Ano
  • 2006
  • Colecção
  • Reis de Portugal
  • Código
  • LT000525
  • ISBN
  • 9789724235172
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00
  • Nº Páginas
  • 320
Descrição

Como acontece com tantos filhos de pais excepcionais, também Sancho I (1154-1211) foi «maltratado» pela historiografia, que o relegou, sem qualquer piedade, para um estatuto de rei apagado, de perfil muito menos brilhante que seu pai, fundador da pátria. Essa visão redutora não faz justiça ao monarca que parece revelar-se quando se estuda a sua documentação tentando libertá-lo de juízos apriorísticos.

Com efeito, o segundo rei de Portugal contribuiu de forma decisiva para a consolidação do território que seu pai tanto se esforçaria por alargar. A partir do momento em que se eoncontrou a sós no poder, começou a delinear uma redefinição dos moldes de estruturação e domínio do reino, protagonizando um reinado interventivo e belicoso, onde se destacam a importância dos serviços de chancelaria na ordenação jurídica do reino, a itinerância régia, a concessão de forais e o desempenho das funções judiciais e guerreiras pelo monarca, como elementos constituitivos de um renovado conceito de realeza, que se vê a si própria como uma entidade jurídica superior e ordenadora dos restantes corpos sociais, onde a figura do monarca é muito mais visível que anteriormente.

As catastrofes naturais, as fomes e as pestes que assolaram os anos centraid so seu reinado, aliadas a uma endémica luta contra certos sectores de nobreza e do claro, não lhe facilitariam, a nível interno, a prossecução da tarefa que se propusera, e que, a nível externo, um imparável império almoada, e as eternas guerras contra Leão e Castela, também haviam dificultar.

A guerra civil que assolou o final do seu reinado e a doença que o perturbou profundamente durante os últimos meses da sua existência, concluem com um toque acrescido do dramatismo uma vida que parece ter sido sempre pautada pelas dificuldades e contratempos, mas ainda assim vivida com muita intensidade e teimosia, de uma forma quase extremada. Atravessada por questões de soberania e momentos de lazer, pazes e campanha bélicas, vida de corte e conflitos, sucessos e insucessos, esta foi uma característica vida de monara peninsular da viragem do século XII.

Este livro é sobre a vida desse homem, e sobre a época em que viveu.