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História das mulheres – 5 volumes xxx

LT005335

Georges Duby

Autores Michelle Perrot
Editora Afrontamento
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
Disponib. - Indisponível

€100
Mais detalhes
  • Código
  • LT005335

Descrição

Coordenação geral de Georges Duby e Michelle Perrot


Vol. 1 A Antiguidade - Pauline Schmitt Pantel (dir.), 632 págs., 1994, Este primeiro volume, de uma obra em cinco volumes, cobre perto de vinte séculos de história do mundo antigo greco-romano. Percorre um espaço que vai das margens do Mediterrâneo às do Mar do Norte, das colunas de Hércules às bordas do Indo. Mergulha em documentos tão diversos como os túmulos de uma necrópole, a estela inscrita colocada nas paredes do santuário, o rolo de papiro, a cena pintada no bojo de um vaso… e numa literatura que, se não deu a palavra às mulheres, falou muito delas. Este livro não tem por função substituir a enorme produção que neste domínio existe. Ele aborda apenas um pequeno número das questões que ajudam a compreender o lugar das mulheres no mundo antigo e mais ainda, talvez, compreender os fundamentos de hábitos mentais, de medidas jurídicas, de instituições sociais qu perduraram durente séculos no Ocidente.


Vol. 2 A Idade Média - Christiane Klapisch-Zuber (dir.) [Prémio de Tradução Científica e Técnica União Latina JNICT (Menção Honrosa)], 624 págs., 1995 Estas mulheres da Idade Média, a quem senhores, esposos e censores negam a palavra com tanta constância, deixaram afinal mais textos e ecos da sua palavra do que vestígios propriamente materiais. O milénio que este volume aborda deixa, no seu início e no seu final, passar, um pouco mais segura, a própria palavra das mulheres, apesar de ser necessário apurar o ouvido para a apreender, como que em surdina, no clamor imenso do coração dos homens. O seu discurso, os seus testemunhos ou o seu grito permitem-nos simplesmente perceber como amadureceram nelas os modelos que directores de consciência ou senhores do saber lhes impunham, as imagens que os homens lhes reenviavam a partir delas mesmas, por vezes a sua recusa dessa visão deformada, e sempre a maneira como essas imagens se inscreveram na sua vida e na sua carne.


Vol. 3 Do Renascimento à Idade Moderna - Natalie Zemon Davis, Arlette Farge (dir.) [Prémio de Tradução Científica e Técnica União Latina / Fundação para a Ciência e Tecnologia (Menção Honrosa)], 608 págs., 1994 Para onde quer que nos voltemos, ela está presente, infinitamente presente desde o século XVI ao século XVIII; no conjunto das cenas doméstica, económica, intelectual, pública, conflitual e mesmo lúdica da sociedade, a mulher está lá. Dela se fala muito, a perder de vista, para se pôr o universo em ordem. Mas aqui reside o paradoxo, porquanto esse discurso pletórico e repetitivo sobre a mulher e sua natureza é um discurso atravessado pela necessidade de a conter. Pressentimo-lo a partir de agora: o discurso não dá conta da realidade da sua existência; cego, não a vê senão através de uma imagem, a da mulher que se arrisca a ser perigosa pelos seus excessos, ela que é tão necessária pela sua função essencial de mãe. O discurso não a mostra, inventa-a, define-a por meio de um olhar sábio que não pode senão subtraí-la a si mesma.


Vol. 4 O Século XIX - Geneviève Fraisse, Michelle Perrot (dir.) [Prémio de Tradução Científica e Técnica União Latina JNICT (Menção Honrosa)], 640 págs., 1993 A imagem de um século XIX sombrio e triste, austero e constrangedor para as mulheres, é uma representação espontânea. Serria errado acreditar, no entanto, que esta época é apenas o tempo de uma longa dominação, de uma absoluta submissão das mulheres a uma codificação colectiva precisa, socialmente elaborada. Porque este século significa o nascimento do feminismo, palavra emblemática que designa tantas mudanças estruturais importantes (trabalho assalariado, autonomia do indivíduo civil, direito à instrução) como o aparecimento colectivo das mulheres na cena política. Haveria assim sobretudo que afirmar que este século é precisamente o momento histórico em que a vida das mulheres muda, mais precisamente o momento histórico em que a perspectiva da sua vida muda; tempo da modernidade em que é tornada possível uma posição de sujeito, de indivíduo de corpo inteiro e de actriz política, futura cidadã.


Vol. 5 O Século XX - Françoise Thébaud (dir.), 700 págs., 1994

História das mulheres – 5 volumes xxx

€100

LT005335

Georges Duby
Autores Michelle Perrot
Editora Afrontamento
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
Disponib. - Indisponível

Mais detalhes
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  • LT005335
Descrição

Coordenação geral de Georges Duby e Michelle Perrot


Vol. 1 A Antiguidade - Pauline Schmitt Pantel (dir.), 632 págs., 1994, Este primeiro volume, de uma obra em cinco volumes, cobre perto de vinte séculos de história do mundo antigo greco-romano. Percorre um espaço que vai das margens do Mediterrâneo às do Mar do Norte, das colunas de Hércules às bordas do Indo. Mergulha em documentos tão diversos como os túmulos de uma necrópole, a estela inscrita colocada nas paredes do santuário, o rolo de papiro, a cena pintada no bojo de um vaso… e numa literatura que, se não deu a palavra às mulheres, falou muito delas. Este livro não tem por função substituir a enorme produção que neste domínio existe. Ele aborda apenas um pequeno número das questões que ajudam a compreender o lugar das mulheres no mundo antigo e mais ainda, talvez, compreender os fundamentos de hábitos mentais, de medidas jurídicas, de instituições sociais qu perduraram durente séculos no Ocidente.


Vol. 2 A Idade Média - Christiane Klapisch-Zuber (dir.) [Prémio de Tradução Científica e Técnica União Latina JNICT (Menção Honrosa)], 624 págs., 1995 Estas mulheres da Idade Média, a quem senhores, esposos e censores negam a palavra com tanta constância, deixaram afinal mais textos e ecos da sua palavra do que vestígios propriamente materiais. O milénio que este volume aborda deixa, no seu início e no seu final, passar, um pouco mais segura, a própria palavra das mulheres, apesar de ser necessário apurar o ouvido para a apreender, como que em surdina, no clamor imenso do coração dos homens. O seu discurso, os seus testemunhos ou o seu grito permitem-nos simplesmente perceber como amadureceram nelas os modelos que directores de consciência ou senhores do saber lhes impunham, as imagens que os homens lhes reenviavam a partir delas mesmas, por vezes a sua recusa dessa visão deformada, e sempre a maneira como essas imagens se inscreveram na sua vida e na sua carne.


Vol. 3 Do Renascimento à Idade Moderna - Natalie Zemon Davis, Arlette Farge (dir.) [Prémio de Tradução Científica e Técnica União Latina / Fundação para a Ciência e Tecnologia (Menção Honrosa)], 608 págs., 1994 Para onde quer que nos voltemos, ela está presente, infinitamente presente desde o século XVI ao século XVIII; no conjunto das cenas doméstica, económica, intelectual, pública, conflitual e mesmo lúdica da sociedade, a mulher está lá. Dela se fala muito, a perder de vista, para se pôr o universo em ordem. Mas aqui reside o paradoxo, porquanto esse discurso pletórico e repetitivo sobre a mulher e sua natureza é um discurso atravessado pela necessidade de a conter. Pressentimo-lo a partir de agora: o discurso não dá conta da realidade da sua existência; cego, não a vê senão através de uma imagem, a da mulher que se arrisca a ser perigosa pelos seus excessos, ela que é tão necessária pela sua função essencial de mãe. O discurso não a mostra, inventa-a, define-a por meio de um olhar sábio que não pode senão subtraí-la a si mesma.


Vol. 4 O Século XIX - Geneviève Fraisse, Michelle Perrot (dir.) [Prémio de Tradução Científica e Técnica União Latina JNICT (Menção Honrosa)], 640 págs., 1993 A imagem de um século XIX sombrio e triste, austero e constrangedor para as mulheres, é uma representação espontânea. Serria errado acreditar, no entanto, que esta época é apenas o tempo de uma longa dominação, de uma absoluta submissão das mulheres a uma codificação colectiva precisa, socialmente elaborada. Porque este século significa o nascimento do feminismo, palavra emblemática que designa tantas mudanças estruturais importantes (trabalho assalariado, autonomia do indivíduo civil, direito à instrução) como o aparecimento colectivo das mulheres na cena política. Haveria assim sobretudo que afirmar que este século é precisamente o momento histórico em que a vida das mulheres muda, mais precisamente o momento histórico em que a perspectiva da sua vida muda; tempo da modernidade em que é tornada possível uma posição de sujeito, de indivíduo de corpo inteiro e de actriz política, futura cidadã.


Vol. 5 O Século XX - Françoise Thébaud (dir.), 700 págs., 1994