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Joseph Cardozo Corsário em Argel (1675-1694)

LT012506
2013
Mário Fernandes

Editora Chiado
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Indisponível

€12
Mais detalhes
  • Ano
  • 2013
  • Código
  • LT012506
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 14,00 x 22,00 x
  • Nº Páginas
  • 239

Descrição

No Outono de 1675, o navio português Nossa Senhora da Palma e São Raphael, que havia largado do Maranhão com destino a Lisboa, foi capturado ao largo do Cabo de São Vicente por um corsário de Argel e forçado a seguir para este porto, situado na região do Norte de África então designada por “Berbéria”. Uma operação que passara a fazer parte da vida quotidiana do Atlântico Norte, desde que, a partir do início do século XVII, os corsários de Tunis e Argel, em consonância com os seus confrades de Salé, alargaram a sua actividade, ao “Grande Oceano”. Entre os tripulantes daquele navio encontrava-se um grumete de 19 anos, natural da Ribeira dos Flamengos, na ilha do Faial, de seu nome Joseph Cardozo. Estava perto de terminar a sua primeira viagem de longo-curso, mas, contrariamente às suas expectativas, esta acabou no mercado de escravos de Argel onde, a par dos outros elementos da tripulação e dos passageiros, foi vendido a quem por ele ofereceu mais dinheiro.

Por decisão do seu proprietário, Joseph Cardozo embarcou, passado pouco tempo, num navio de corso, cuja tripulação era constituída por soldados turcos, por cativos como ele próprio e por europeus que, por terem renegado a fé de Cristo, viviam em plena liberdade, dando mostras de alguma prosperidade. Uma situação que contrastava claramente com sua, obrigado que estava no fim de cada viagem, a entregar ao seu “senhor” o quinhão que lhe fora atribuído, depois de feita a divisão das presas efectuadas pelo seu navio. A exemplo do que aconteceu com alguns dos muitos milhares de cativos que caíram nas mãos dos corsários da Berbéria, em particular com aqueles que integravam as tripulações dos navios de corso, Joseph Cardozo converteu-se ao Islamismo e continuou a exercer a sua nova profissão de corsário, mas agora como “homem livre”. E, ao que tudo indica, com grande competência, não só pela sua ascensão na hierarquia do corso, onde atingiu o posto de imediato, mas, sobretudo, porque passou a ser conhecido em Argel como um corsário de fama.

Mário Simões Fernandes nasceu em Almada a 13 de Julho de 1947. Fez o Curso Complementar dos Liceus, alínea F, nos liceus Passos Manuel e D. João de Castro. Frequentou Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico, que interrompeu para prestar serviço militar. Acabou por optar por uma carreira aeronáutica, que iniciou em 1975, como Controlador de Tráfego Aéreo, tendo desempenhado as funções inerentes, durante 34 anos, primeiro na extinta Direcção Geral da Aeronáutica Civil e, mais tarde, na ANA-EP e na NAV-EPE. Paralelamente tirou a Licença de Piloto Comercial e a qualificação de Piloto Instrutor, actividade que ainda exerce. O interesse pela História no seu todo e, em particular, pelos assuntos relacionados com os Descobrimentos e a Expansão Portuguesa, levou-o a inscrever-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou, em 1987, e onde obteve, em 1992, o grau de Mestre em História Moderna, com uma dissertação orientada pelo falecido Prof. Dr. Luís de Albuquerque, intitulada O Caminho das Estrelas. Projecção da Nova Astronomia na Cultura Portuguesa do séc. XVII.

Joseph Cardozo Corsário em Argel (1675-1694)

€12

LT012506
2013
Mário Fernandes
Editora Chiado
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Indisponível

Mais detalhes
  • Ano
  • 2013
  • Código
  • LT012506
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 14,00 x 22,00 x
  • Nº Páginas
  • 239
Descrição

No Outono de 1675, o navio português Nossa Senhora da Palma e São Raphael, que havia largado do Maranhão com destino a Lisboa, foi capturado ao largo do Cabo de São Vicente por um corsário de Argel e forçado a seguir para este porto, situado na região do Norte de África então designada por “Berbéria”. Uma operação que passara a fazer parte da vida quotidiana do Atlântico Norte, desde que, a partir do início do século XVII, os corsários de Tunis e Argel, em consonância com os seus confrades de Salé, alargaram a sua actividade, ao “Grande Oceano”. Entre os tripulantes daquele navio encontrava-se um grumete de 19 anos, natural da Ribeira dos Flamengos, na ilha do Faial, de seu nome Joseph Cardozo. Estava perto de terminar a sua primeira viagem de longo-curso, mas, contrariamente às suas expectativas, esta acabou no mercado de escravos de Argel onde, a par dos outros elementos da tripulação e dos passageiros, foi vendido a quem por ele ofereceu mais dinheiro.

Por decisão do seu proprietário, Joseph Cardozo embarcou, passado pouco tempo, num navio de corso, cuja tripulação era constituída por soldados turcos, por cativos como ele próprio e por europeus que, por terem renegado a fé de Cristo, viviam em plena liberdade, dando mostras de alguma prosperidade. Uma situação que contrastava claramente com sua, obrigado que estava no fim de cada viagem, a entregar ao seu “senhor” o quinhão que lhe fora atribuído, depois de feita a divisão das presas efectuadas pelo seu navio. A exemplo do que aconteceu com alguns dos muitos milhares de cativos que caíram nas mãos dos corsários da Berbéria, em particular com aqueles que integravam as tripulações dos navios de corso, Joseph Cardozo converteu-se ao Islamismo e continuou a exercer a sua nova profissão de corsário, mas agora como “homem livre”. E, ao que tudo indica, com grande competência, não só pela sua ascensão na hierarquia do corso, onde atingiu o posto de imediato, mas, sobretudo, porque passou a ser conhecido em Argel como um corsário de fama.

Mário Simões Fernandes nasceu em Almada a 13 de Julho de 1947. Fez o Curso Complementar dos Liceus, alínea F, nos liceus Passos Manuel e D. João de Castro. Frequentou Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico, que interrompeu para prestar serviço militar. Acabou por optar por uma carreira aeronáutica, que iniciou em 1975, como Controlador de Tráfego Aéreo, tendo desempenhado as funções inerentes, durante 34 anos, primeiro na extinta Direcção Geral da Aeronáutica Civil e, mais tarde, na ANA-EP e na NAV-EPE. Paralelamente tirou a Licença de Piloto Comercial e a qualificação de Piloto Instrutor, actividade que ainda exerce. O interesse pela História no seu todo e, em particular, pelos assuntos relacionados com os Descobrimentos e a Expansão Portuguesa, levou-o a inscrever-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou, em 1987, e onde obteve, em 1992, o grau de Mestre em História Moderna, com uma dissertação orientada pelo falecido Prof. Dr. Luís de Albuquerque, intitulada O Caminho das Estrelas. Projecção da Nova Astronomia na Cultura Portuguesa do séc. XVII.