«Não sendo historiador profissional, a sua obra inspirou uma visão historiográfica contra-revolucionária que, com nuances, mormente na visão da «aliança peninsular» e na correlata investigação empírica, iria vigorar ao longo do Estado Novo: poeta, panfletário, publicista, foi diretor do mais relevante órgão doutrinal (Nação Portuguesa, 1914-1938) do Integralismo Lusitano, do radicalismo monárquico e da reação antimoderna e antirrepublicana, durante os longos anos críticos da crise do Liberalismo e dos sistemas representativos que de certo modo anuncia a partir do fosso da I Guerra Mundial. Assim, História e historiografia foram antes pretextos para o combate doutrinário e a vis argumentativa na qual AS abriu e em parte explorou superfícies mitemáticas que a historiografia nacionalista, em regra depois alinhada pela ditadura do Estado Novo, iria cultivar ao longo de mais de meio século. É, pois, neste sentido, o de núncio da ordem católica e tradicionalista que proclama a necessidade da radical revisão da história, e à luz da sua interpretação dogmática como ciência nacionalista, que se avaliza o excurso crítico pelo seu característico historicismo e a concepção historiográfica que o estrutura.» in dichp.bnportugal.pt/
António Maria de Sousa Sardinha (Monforte, 9 de Setembro de 1887 — Elvas, 10 de Janeiro de 1925) foi um político, historiador e poeta português. Destacou-se como ensaísta, polemista e doutrinador, produzindo uma obra que se afirmou como a principal referência doutrinária do Integralismo Lusitano. A sua defesa da instauração de uma monarquia tradicional - orgânica, antiparlamentar ou anticonstitucional e antiliberal - serviu de inspiração a uma influente corrente do pensamento político português da primeira metade do século XX. Apesar de ter falecido prematuramente, conseguiu afirmar-se como referência incontornável dos monárquicos que recusaram condescender com o salazarismo.
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«Não sendo historiador profissional, a sua obra inspirou uma visão historiográfica contra-revolucionária que, com nuances, mormente na visão da «aliança peninsular» e na correlata investigação empírica, iria vigorar ao longo do Estado Novo: poeta, panfletário, publicista, foi diretor do mais relevante órgão doutrinal (Nação Portuguesa, 1914-1938) do Integralismo Lusitano, do radicalismo monárquico e da reação antimoderna e antirrepublicana, durante os longos anos críticos da crise do Liberalismo e dos sistemas representativos que de certo modo anuncia a partir do fosso da I Guerra Mundial. Assim, História e historiografia foram antes pretextos para o combate doutrinário e a vis argumentativa na qual AS abriu e em parte explorou superfícies mitemáticas que a historiografia nacionalista, em regra depois alinhada pela ditadura do Estado Novo, iria cultivar ao longo de mais de meio século. É, pois, neste sentido, o de núncio da ordem católica e tradicionalista que proclama a necessidade da radical revisão da história, e à luz da sua interpretação dogmática como ciência nacionalista, que se avaliza o excurso crítico pelo seu característico historicismo e a concepção historiográfica que o estrutura.» in dichp.bnportugal.pt/
António Maria de Sousa Sardinha (Monforte, 9 de Setembro de 1887 — Elvas, 10 de Janeiro de 1925) foi um político, historiador e poeta português. Destacou-se como ensaísta, polemista e doutrinador, produzindo uma obra que se afirmou como a principal referência doutrinária do Integralismo Lusitano. A sua defesa da instauração de uma monarquia tradicional - orgânica, antiparlamentar ou anticonstitucional e antiliberal - serviu de inspiração a uma influente corrente do pensamento político português da primeira metade do século XX. Apesar de ter falecido prematuramente, conseguiu afirmar-se como referência incontornável dos monárquicos que recusaram condescender com o salazarismo.