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Pensamento e acção política xx

LT011719
2004
Fernando Rosas

Editora Editorial Notícias
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Indisponível

€12
Mais detalhes
  • Ano
  • 2004
  • Colecção
  • Biblioteca de História
  • Código
  • LT011719
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 15,00 x 23,00 x
  • Nº Páginas
  • 160

Descrição

O Portugal do século XX, até à ruptura de 1974/75, é, do ponto de vista político, marcado por três características: longas permanências; designadamente longos processos de crise terminal (a crise do liberalismo monárquico entre 1890 e 1910, o Estado Novo e a deteorização que se arrasta desde o início dos anos 60); incapacidade de processos endógenos de reforma ou de transição modernizante a partir das elites dos grupos dominantes; soluções de ruptura violenta no fim da linha, tornadas quase inevitáveis pelo estado de isolamento e apodrecimento dos regimes derrubados em qualquer das três situações históricas em que isso vai acontecer (1910, 1926 e 1974).

Mas as rupturas revolucionárias feitas em nome da modernização política democrática e do desenvolvimento económico-social, ou vão falir rotundamente como tentativas de mudança, abrindo o caminho às alternativas fascizantes e antidemocráticas, ou, como em 74/75, serão de uma radicalidade real mas breve, gerando processos de modernização efectivos mas tardios. É certo que o Estado Novo, sobretudo após a II Guerra Mundial, fará crescer economicamente o país a ritmo acelerado, acompanhando e beneficiando dos 30 anos de ininterrupta prosperidade europeia. Mas é um crescimento a que só dificilmente se pode dar o epíteto de modernização: sem democracia, sem partidos políticos, sem liberdade de expressão, sem justiça social, sem liberdade sindical, sem direito à greve e com opressão política, com emigração maciça, com um analfabetismo esmagador e com uma guerra sem sentido e sem fim nas colónias. Parte destas características podem ser compreendidas pela natureza das elites dominantes: pouco numerosas mas muito oligarquizadas, com forte peso dos sectores mais parasitários, de cultura maioritariamente tradicionalista e ultraconservadora, quase sempre indisponíveis para correr riscos, em geral, e de protagonizar processos de reforma modernizantes, em particular.

Pensamento e acção política xx

€12

LT011719
2004
Fernando Rosas
Editora Editorial Notícias
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Indisponível

Mais detalhes
  • Ano
  • 2004
  • Colecção
  • Biblioteca de História
  • Código
  • LT011719
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 15,00 x 23,00 x
  • Nº Páginas
  • 160
Descrição

O Portugal do século XX, até à ruptura de 1974/75, é, do ponto de vista político, marcado por três características: longas permanências; designadamente longos processos de crise terminal (a crise do liberalismo monárquico entre 1890 e 1910, o Estado Novo e a deteorização que se arrasta desde o início dos anos 60); incapacidade de processos endógenos de reforma ou de transição modernizante a partir das elites dos grupos dominantes; soluções de ruptura violenta no fim da linha, tornadas quase inevitáveis pelo estado de isolamento e apodrecimento dos regimes derrubados em qualquer das três situações históricas em que isso vai acontecer (1910, 1926 e 1974).

Mas as rupturas revolucionárias feitas em nome da modernização política democrática e do desenvolvimento económico-social, ou vão falir rotundamente como tentativas de mudança, abrindo o caminho às alternativas fascizantes e antidemocráticas, ou, como em 74/75, serão de uma radicalidade real mas breve, gerando processos de modernização efectivos mas tardios. É certo que o Estado Novo, sobretudo após a II Guerra Mundial, fará crescer economicamente o país a ritmo acelerado, acompanhando e beneficiando dos 30 anos de ininterrupta prosperidade europeia. Mas é um crescimento a que só dificilmente se pode dar o epíteto de modernização: sem democracia, sem partidos políticos, sem liberdade de expressão, sem justiça social, sem liberdade sindical, sem direito à greve e com opressão política, com emigração maciça, com um analfabetismo esmagador e com uma guerra sem sentido e sem fim nas colónias. Parte destas características podem ser compreendidas pela natureza das elites dominantes: pouco numerosas mas muito oligarquizadas, com forte peso dos sectores mais parasitários, de cultura maioritariamente tradicionalista e ultraconservadora, quase sempre indisponíveis para correr riscos, em geral, e de protagonizar processos de reforma modernizantes, em particular.