«Publicação da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, através da sua Direcção-Geral de Informação, este volume segue a tradição de propaganda que já havia sido instituída por António Ferro (1895-1956) na década de 1930, quando este estabeleceu o Secretariado da Propaganda Nacional. Com um grafismo ancorado na Op-Art, e uma capa claramente inspirada pela obra de Victor Vasarely (1906-1997), este volume, ilustrado com dezenas de fotografias, apresenta 16 secções dedicadas a diferentes aspectos que pretendiam caracterizar Portugal – País e População, História, Religião, Governo e Administração, Cultura, Educação, Informação, Economia, Turismo, Transportes, Finanças, Política Social, Facetas típicas da vida portuguesa, Informações úteis, Portugal no mundo e Quais os principais acontecimentos da história de Portugal. Na secção Cultura surgem várias subsecções dedicadas à literatura, entre elas uma intitulada «E a Temática Ultramarina?». Inevitavelmente curta e incompleta, esta é particularmente interessante nas suas referências, pois embora não mencione Luandino Vieira (n. 1935) menciona outros autores marginalizados pelo regime, como Castro Soromenho (1910-1968) e Orlando da Costa (1929-2006), não mencionando, por sua vez, um autor considerado muito próximo do estado corporativo e do governo provincial de Angola, como Reis Ventura (1910-1988). Certo é que Reis Ventura, apesar de ser um prolífico autor, nunca teve as suas obras incluídas nas publicações oficiais da Agência-Geral do Ultramar. Embora privilegiasse a Editora Pax, chegou a publicar na Imbondeiro, uma dinâmica e bem-sucedida editora angolana, de Sá da Bandeira, que, no entanto, não tinha os favores do regime.» in literaturacolonialportuguesa.blogs.sapo.pt
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«Publicação da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, através da sua Direcção-Geral de Informação, este volume segue a tradição de propaganda que já havia sido instituída por António Ferro (1895-1956) na década de 1930, quando este estabeleceu o Secretariado da Propaganda Nacional. Com um grafismo ancorado na Op-Art, e uma capa claramente inspirada pela obra de Victor Vasarely (1906-1997), este volume, ilustrado com dezenas de fotografias, apresenta 16 secções dedicadas a diferentes aspectos que pretendiam caracterizar Portugal – País e População, História, Religião, Governo e Administração, Cultura, Educação, Informação, Economia, Turismo, Transportes, Finanças, Política Social, Facetas típicas da vida portuguesa, Informações úteis, Portugal no mundo e Quais os principais acontecimentos da história de Portugal. Na secção Cultura surgem várias subsecções dedicadas à literatura, entre elas uma intitulada «E a Temática Ultramarina?». Inevitavelmente curta e incompleta, esta é particularmente interessante nas suas referências, pois embora não mencione Luandino Vieira (n. 1935) menciona outros autores marginalizados pelo regime, como Castro Soromenho (1910-1968) e Orlando da Costa (1929-2006), não mencionando, por sua vez, um autor considerado muito próximo do estado corporativo e do governo provincial de Angola, como Reis Ventura (1910-1988). Certo é que Reis Ventura, apesar de ser um prolífico autor, nunca teve as suas obras incluídas nas publicações oficiais da Agência-Geral do Ultramar. Embora privilegiasse a Editora Pax, chegou a publicar na Imbondeiro, uma dinâmica e bem-sucedida editora angolana, de Sá da Bandeira, que, no entanto, não tinha os favores do regime.» in literaturacolonialportuguesa.blogs.sapo.pt