Um dos livros portugueses proibidos no Regime Fascista.
«Os goeses andavam perplexos por não terem uma directiva do Governador-Geral acerca do que deveriam fazer quando a invasão começasse. Directiva única: “Ficaremos aqui, mesmo debaixo da terra”. É inútil comentar esta directiva balofa e inútil, que cheira a jantares de homenagem e a discursos de velhotes numa academia de história. Que instruções receberam os goeses acerca do que deveriam fazer para defender as suas terras, os seus lares, os seus bens? Nenhumas. Não vale a pena sofismar, a resposta é só uma: nenhumas. Queriam instruções – deram-lhes discursos. Se os indianos invadissem, que fazer? Fugir? Atirar-lhes pedras? Fazer-lhes os discursos que já sabiam de cor? Cruzar os braços?»
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Um dos livros portugueses proibidos no Regime Fascista.
«Os goeses andavam perplexos por não terem uma directiva do Governador-Geral acerca do que deveriam fazer quando a invasão começasse. Directiva única: “Ficaremos aqui, mesmo debaixo da terra”. É inútil comentar esta directiva balofa e inútil, que cheira a jantares de homenagem e a discursos de velhotes numa academia de história. Que instruções receberam os goeses acerca do que deveriam fazer para defender as suas terras, os seus lares, os seus bens? Nenhumas. Não vale a pena sofismar, a resposta é só uma: nenhumas. Queriam instruções – deram-lhes discursos. Se os indianos invadissem, que fazer? Fugir? Atirar-lhes pedras? Fazer-lhes os discursos que já sabiam de cor? Cruzar os braços?»