Ilustrações de Ana Duarte de Almeida
Manuel Ferreira foi professor na Universidade Clássica de Lisboa, onde leccionou Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa; considerado um profundo conhecedor desta matéria, tem vasta obra publicada a nível do romance, do ensaio, da antologia e das bibliografias, obra essa traduzida em numerosas línguas. Escreveu vários livros de contos para crianças, também eles marcados pela escolha de espaços ficcionais africanos. Optando pelo conto predominantemente animalista, o autor oferece à criança uma estrutura ficcional de fácil descodificação, mostrando-lhe que os seres mais frágeis podem superar os mais fortes pela inteligência e argúcia na resolução das situações de desafio ou, até mesmo, de sobrevivência. O lobo enganado por um coelho (O Sandinó e o Corá, 1964), a escolha de um marido que soube superar a prova exigida pela rapariga casadoira (A Maria Bé e o finório Zé Tomé, 1970), o castigo da tartaruga pelo rapto da menina (A pulseirinha de oiro, 1971), o reconhecimento da equidade entre os animais da floresta (Quem pode parar o vento, 1972) são alguns dos assuntos que dão corpo aos seus contos, de raiz popular. O ritmo do discurso narrativo suporta bem a vivacidade da acção, pela escolha sugestiva de um vocabulário dinâmico e de frases de extensão reduzida. O jovem leitor sentir-se-á perante um contador de histórias que sabe conservar a magia dos lugares exóticos e utilizar uma linguagem que alimenta a sua imaginação.
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Ilustrações de Ana Duarte de Almeida
Manuel Ferreira foi professor na Universidade Clássica de Lisboa, onde leccionou Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa; considerado um profundo conhecedor desta matéria, tem vasta obra publicada a nível do romance, do ensaio, da antologia e das bibliografias, obra essa traduzida em numerosas línguas. Escreveu vários livros de contos para crianças, também eles marcados pela escolha de espaços ficcionais africanos. Optando pelo conto predominantemente animalista, o autor oferece à criança uma estrutura ficcional de fácil descodificação, mostrando-lhe que os seres mais frágeis podem superar os mais fortes pela inteligência e argúcia na resolução das situações de desafio ou, até mesmo, de sobrevivência. O lobo enganado por um coelho (O Sandinó e o Corá, 1964), a escolha de um marido que soube superar a prova exigida pela rapariga casadoira (A Maria Bé e o finório Zé Tomé, 1970), o castigo da tartaruga pelo rapto da menina (A pulseirinha de oiro, 1971), o reconhecimento da equidade entre os animais da floresta (Quem pode parar o vento, 1972) são alguns dos assuntos que dão corpo aos seus contos, de raiz popular. O ritmo do discurso narrativo suporta bem a vivacidade da acção, pela escolha sugestiva de um vocabulário dinâmico e de frases de extensão reduzida. O jovem leitor sentir-se-á perante um contador de histórias que sabe conservar a magia dos lugares exóticos e utilizar uma linguagem que alimenta a sua imaginação.