Já não páras ao som das laranjeiras, o silvo da paixão amorteceu, o lacerar dos grifos agita devagar a romãzeira, horizonte vivaz anoiteceu. Ardem sevícias nos pálios das comédias, ruem gonzos nos pátios das contritas, repúdios acontecem em vésperas de concílios, impedem-se os quebrantos nas rotinas, fere-se a uva no copo de cristal, o bago não ateia contusões nem cega a fruta o gume do cilício e vibra o pulso ao impedir a dança.
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Já não páras ao som das laranjeiras, o silvo da paixão amorteceu, o lacerar dos grifos agita devagar a romãzeira, horizonte vivaz anoiteceu. Ardem sevícias nos pálios das comédias, ruem gonzos nos pátios das contritas, repúdios acontecem em vésperas de concílios, impedem-se os quebrantos nas rotinas, fere-se a uva no copo de cristal, o bago não ateia contusões nem cega a fruta o gume do cilício e vibra o pulso ao impedir a dança.