«A poesia erótica de E. M. de Melo e Castro canta a anti-renúncia, canta um compromisso livremente assumido. Situa-se para além da ordem, tanto na ordem repressiva, convencional, abstracta, despótica, como da ordem imposta à consumação sexual. (Donde, a incriminação do autor, por causa de textos, em Tribunal Plenário, no ano da graça de 1970). É a exaltação experimental, a negação do a priori que envenena as relações humanas, a transposição artística duma vivência pela sexualização dum acto de fala. Por isso estes poemas são um apelo à coragem, uma concepção revolucionária do corpo, uma reivindicação de vida, contra o obscurantismo que nunca tolerou a liberdade dos corpos que se celebram, nem mesmo quando se reveste de paternalismo cultural.»
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«A poesia erótica de E. M. de Melo e Castro canta a anti-renúncia, canta um compromisso livremente assumido. Situa-se para além da ordem, tanto na ordem repressiva, convencional, abstracta, despótica, como da ordem imposta à consumação sexual. (Donde, a incriminação do autor, por causa de textos, em Tribunal Plenário, no ano da graça de 1970). É a exaltação experimental, a negação do a priori que envenena as relações humanas, a transposição artística duma vivência pela sexualização dum acto de fala. Por isso estes poemas são um apelo à coragem, uma concepção revolucionária do corpo, uma reivindicação de vida, contra o obscurantismo que nunca tolerou a liberdade dos corpos que se celebram, nem mesmo quando se reveste de paternalismo cultural.»