Traduzido por Maria Armanda Falcão (Vera Lagoa) e José Tengarrinha
«Um dia, da minha janela, vi uma cena deste género: Um operário batia na mulher com um tijolo. Batia-lhe na cabeça, metodicamente, sem pressas, talvez até se pudesse dizer, com piedade. E, em volta, os moradores da viela olhavam. Evidentemente, esperavam para ver quem se cansava primeiro: o próprio operário ou a mulher, que, mesmo sem alma, parece que tem, digam o que disserem, apesar de tudo, alguns vagos sentimentos. Um amigo, que por acaso tinha vindo visitar-me, ao ver pela primeira vez este espectáculo, invejou-me: - Que vista esplêndida tem da sua janela!...»
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Traduzido por Maria Armanda Falcão (Vera Lagoa) e José Tengarrinha
«Um dia, da minha janela, vi uma cena deste género: Um operário batia na mulher com um tijolo. Batia-lhe na cabeça, metodicamente, sem pressas, talvez até se pudesse dizer, com piedade. E, em volta, os moradores da viela olhavam. Evidentemente, esperavam para ver quem se cansava primeiro: o próprio operário ou a mulher, que, mesmo sem alma, parece que tem, digam o que disserem, apesar de tudo, alguns vagos sentimentos. Um amigo, que por acaso tinha vindo visitar-me, ao ver pela primeira vez este espectáculo, invejou-me: - Que vista esplêndida tem da sua janela!...»