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Diário da Abuxarda 2007-2014

LT012197
2015
Marcello Duarte Mathias

Editora Dom Quixote
Idioma Português PT
Estado : Como Novo
Encadernação : Brochado
Disponib. - Em stock

€13
Mais detalhes
  • Ano
  • 2015
  • Capa
  • Rui Garrido
  • Código
  • LT012197
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00 x
  • Nº Páginas
  • 431

Descrição

«Tudo visto e somado, talvez estes diários me tenham ajudado a melhor encontrar "a minha voz escrita", na expressão feliz de Jorge Luis Borges, aquela que nos distingue dos demais e nos torna facilmente reconhecíveis. Porque escrever é também saber transmitir a nossa diferença e afirmar a nossa singularidade, por mais anódinas que sejam, e cultivá-las sem pressa de chegar ao fim, como quem apenas cuida do que é seu. E assim, aos poucos, aclarando sombras, se vai compondo o desenho e retocando o perfil. Se calhar tudo isto é parco e deixa a desejar, não me admiraria, mas é o meu mundo, são as minhas referências, outras não conheço nem invento. Último diário que é também privilégio dos anos que se acumulam: sim, a partir de certa altura, um viver alheio à urgência de viver, um saborear o tempo, ignorando-o. Aliás, devo confessá-lo, nada disto me surpreende por aí além, sou de há muito familiar destas coisas, e sempre assim vivi, por intervalos, entusiasmos e intermitências. No fundo, fui toda a vida um flâneur - sorte, a minha! - e se estas páginas algum mérito têm é essa atenção simultaneamente empenhada e distraída com que olho o tempo e o mundo à minha volta. E cá vou ficando à espera do que tarda em chegar: uma verdade em forma de conclusão.»

Diário da Abuxarda 2007-2014

€13

LT012197
2015
Marcello Duarte Mathias
Editora Dom Quixote
Idioma Português PT
Estado : Como Novo
Encadernação : Brochado
Disponib. - Em stock

Mais detalhes
  • Ano
  • 2015
  • Capa
  • Rui Garrido
  • Código
  • LT012197
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00 x
  • Nº Páginas
  • 431
Descrição

«Tudo visto e somado, talvez estes diários me tenham ajudado a melhor encontrar "a minha voz escrita", na expressão feliz de Jorge Luis Borges, aquela que nos distingue dos demais e nos torna facilmente reconhecíveis. Porque escrever é também saber transmitir a nossa diferença e afirmar a nossa singularidade, por mais anódinas que sejam, e cultivá-las sem pressa de chegar ao fim, como quem apenas cuida do que é seu. E assim, aos poucos, aclarando sombras, se vai compondo o desenho e retocando o perfil. Se calhar tudo isto é parco e deixa a desejar, não me admiraria, mas é o meu mundo, são as minhas referências, outras não conheço nem invento. Último diário que é também privilégio dos anos que se acumulam: sim, a partir de certa altura, um viver alheio à urgência de viver, um saborear o tempo, ignorando-o. Aliás, devo confessá-lo, nada disto me surpreende por aí além, sou de há muito familiar destas coisas, e sempre assim vivi, por intervalos, entusiasmos e intermitências. No fundo, fui toda a vida um flâneur - sorte, a minha! - e se estas páginas algum mérito têm é essa atenção simultaneamente empenhada e distraída com que olho o tempo e o mundo à minha volta. E cá vou ficando à espera do que tarda em chegar: uma verdade em forma de conclusão.»