«Em "Enfermaria", o narrador apresenta-nos a triste realidade social de pessoas que se encontravam hospitalizadas na enfermaria de um hospital destinado a pessoas mais desfavorecidas, onde, apesar de existirem precárias condições de saúde (comprovando, assim, o deficiente sistema de saúde de que o país dispunha), imperava, acima de tudo, a grandeza moral, espiritual daquelas personagens, graças a sua humildade, ao seu "saber de experiências feito", a entreajuda, ao sofrimento. Assim, a presença de Fausto Salema, um industrial falido, abandonado pelos amigos e pela própria família, doente e hospitalizado no meio daquela gente humilde, evidencia a crueldade, a indiferença a que os membros da classe mais favorecida votavam os outros cidadãos, especialmente os mais humildes e, inclusivamente, aqueles que havendo pertencido ao seu seio ficavam arruinados, recusando-se a ajudá-los.» Ana Cristina Martins de Lemos
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«Em "Enfermaria", o narrador apresenta-nos a triste realidade social de pessoas que se encontravam hospitalizadas na enfermaria de um hospital destinado a pessoas mais desfavorecidas, onde, apesar de existirem precárias condições de saúde (comprovando, assim, o deficiente sistema de saúde de que o país dispunha), imperava, acima de tudo, a grandeza moral, espiritual daquelas personagens, graças a sua humildade, ao seu "saber de experiências feito", a entreajuda, ao sofrimento. Assim, a presença de Fausto Salema, um industrial falido, abandonado pelos amigos e pela própria família, doente e hospitalizado no meio daquela gente humilde, evidencia a crueldade, a indiferença a que os membros da classe mais favorecida votavam os outros cidadãos, especialmente os mais humildes e, inclusivamente, aqueles que havendo pertencido ao seu seio ficavam arruinados, recusando-se a ajudá-los.» Ana Cristina Martins de Lemos