Apresentar a figura de José do Telhado é tarefa desnecessária, já que o nome do grande aventureiro se fixou na memória do povo que nele se revê, ao atenuar as suas misérias com o adorno das virtudes que lhe são próprias. Para tal, muito terá contribuído a obra José do Telhado em que, misturando fantasia e realidade, Eduardo de Noronha conseguiu dar ao homem e à sua vida a dimensão mais ajustada. É no seguimento, aliás, dessa obra, também publicada por esta editora, que se situa aquela que agora apresentamos. O título é de si bastante elucidativo: condenado ao degredo, José do Telhado embarcou para África, mais concretamente para Angola, onde cumpriu a pena. E em solo africano continuou a dar largas ao seu temperamento irrequieto e generoso, envolvendo-se inevitavelmente em novas aventuras. O exotismo do ambiente empresta mais um motivo de interesse a estas novas aventuras do controverso personagem, aventuras em que não deixa de emergir também, com as suas grandezas e misérias, o timbre da presença que os portugueses marcaram em terras africanas.
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Apresentar a figura de José do Telhado é tarefa desnecessária, já que o nome do grande aventureiro se fixou na memória do povo que nele se revê, ao atenuar as suas misérias com o adorno das virtudes que lhe são próprias. Para tal, muito terá contribuído a obra José do Telhado em que, misturando fantasia e realidade, Eduardo de Noronha conseguiu dar ao homem e à sua vida a dimensão mais ajustada. É no seguimento, aliás, dessa obra, também publicada por esta editora, que se situa aquela que agora apresentamos. O título é de si bastante elucidativo: condenado ao degredo, José do Telhado embarcou para África, mais concretamente para Angola, onde cumpriu a pena. E em solo africano continuou a dar largas ao seu temperamento irrequieto e generoso, envolvendo-se inevitavelmente em novas aventuras. O exotismo do ambiente empresta mais um motivo de interesse a estas novas aventuras do controverso personagem, aventuras em que não deixa de emergir também, com as suas grandezas e misérias, o timbre da presença que os portugueses marcaram em terras africanas.