«A 6 de janeiro de 1946 — quatro meses apenas após a assinatura formal da rendição japonesa —, o jovem diplomata Alberto Franco Nogueira chegou a Tóquio. Ao longo desse ano, anotou os seus dias no Japão num registo pessoal que evita os detalhes profissionais da missão de que vinha incumbido. Aos 25 anos, tinha sido colocado no seu primeiro posto no estrangeiro como delegado do Governo português junto das Potências Aliadas de Ocupação. Utilizando uma escrita cinematográfica, vai descrevendo o confronto com um país exangue e ‘prostrado’, ‘um destroço’, mas igualmente com uma cultura milenar que desconhecia. […] e acaba por concluir estar ‘todo olhos deslumbrados para a realidade nova que me cerca’.» José de Freitas Ferraz, Prefácio
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«A 6 de janeiro de 1946 — quatro meses apenas após a assinatura formal da rendição japonesa —, o jovem diplomata Alberto Franco Nogueira chegou a Tóquio. Ao longo desse ano, anotou os seus dias no Japão num registo pessoal que evita os detalhes profissionais da missão de que vinha incumbido. Aos 25 anos, tinha sido colocado no seu primeiro posto no estrangeiro como delegado do Governo português junto das Potências Aliadas de Ocupação. Utilizando uma escrita cinematográfica, vai descrevendo o confronto com um país exangue e ‘prostrado’, ‘um destroço’, mas igualmente com uma cultura milenar que desconhecia. […] e acaba por concluir estar ‘todo olhos deslumbrados para a realidade nova que me cerca’.» José de Freitas Ferraz, Prefácio