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viagem-ao-fim-da-noite

Viagem ao fim da noite xxx

Louis-Ferdinand Céline
Ulisseia
Português PT

Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Por encomenda

€16
Mais detalhes
  • Ano
  • 1983
  • Colecção
  • Clássicos do Romance Contemporâneo
  • Idioma Original
  • Francês
  • Tradutor
  • Aníbal Fernandes
  • Edição
  • 2
  • Código
  • LT001467
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 14,00 x 22,00
  • Nº Páginas
  • 473

Descrição

Publicado no início da década de 30, este romance de Louis Ferdinand Céline, foi um soco no estômago, não só na literatura francesa, como na civilização, falando grosso modo. Se o uso de uma linguagem popular crua e obscena foi um choque, por outro lado, Céline não poupava nada nem ninguém. Bardamu, o narrador, anda pela Primeira Grande Guerra, por África, pela América, pelos bairros populares de Paris, descendo ao mais baixo das pessoas e das coisas. A mesquinhez embrutecida dos militares, os comerciantes que roubam para enriquecerem depressa, os operários que levam uma vida mecânica, monótona, destituída de sentido, os dias que se arrastam penosamente, etc., etc.. O inferno da vida antes do inferno da morte, numa escrita sublime. A tradução, magnífica, é de Aníbal Fernandes.                                  

Escreve o tradutor Aníbal Fernandes na sua introdução ao livro "Três em Pipa": "Voz muito invulgar, a deste autor não muito jovem que vinha inquietar de surpresa as velhas letras da França e afinal era voz de médico, de um tal Dr. Destouches que pedira -- para coisas da literatura - emprestado à sua mãe Céline o nome próprio; ex-segundo-sargento em Rambouillet, medalhado da Grande Guerra com direito à capa de "L'Illustré National", ex-agente da companhia florestal Shanga-Oubangui nos Camarões, ex-médico da Sociedade das Nações e por aqueles dias instalado num consultório barato e quase de subúrbio, a ganhar 'entre calotes e borlas' - como podia - a vida. O espanto que as fortes personalidades provocam anda sempre de mistura com a surpresa indignada. Houve quem decidisse difícil de engolir tanto talento, ainda por cima chegado por caminho lateral às letras, ainda por cima a passar sobre cadáveres repentinos de escrita encartada, a deixar velha - e velha de vez - a sintaxe de bom-senso da 'boa' literatura francesa. Mas houve logo, também, os 'fanáticos' da Viagem ("Viagem ao Fim do Mundo"). Simone de Beauvoir, por exemplo, confessa que chegou a saber de cor algumas das suas páginas. O universo de Céline invadido por chamas e ruínas - a clamar com todas as fanfarras e por todos os desastres - surgia com uma veemência exclamativa que cortava a respiração ao leitor, deixava-o suspenso ou a saltar de pedra em pedra, sobre uma sinfonia de naufrágio. Céline era uma grande sensação nova literatura". Céline terminará a sua vida exercendo a profissão de médico e não de escritor em Meudon, no ano de 1961, sentindo a Medicina como verdadeira vocação e a escrita como um acidente, uma aldrabice, à qual foi, felizmente, incapaz de renunciar.

Viagem ao fim da noite xxx

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Louis-Ferdinand Céline
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Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
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Mais detalhes
  • Ano
  • 1983
  • Colecção
  • Clássicos do Romance Contemporâneo
  • Idioma Original
  • Francês
  • Tradutor
  • Aníbal Fernandes
  • Edição
  • 2
  • Código
  • LT001467
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 14,00 x 22,00
  • Nº Páginas
  • 473
Descrição

Publicado no início da década de 30, este romance de Louis Ferdinand Céline, foi um soco no estômago, não só na literatura francesa, como na civilização, falando grosso modo. Se o uso de uma linguagem popular crua e obscena foi um choque, por outro lado, Céline não poupava nada nem ninguém. Bardamu, o narrador, anda pela Primeira Grande Guerra, por África, pela América, pelos bairros populares de Paris, descendo ao mais baixo das pessoas e das coisas. A mesquinhez embrutecida dos militares, os comerciantes que roubam para enriquecerem depressa, os operários que levam uma vida mecânica, monótona, destituída de sentido, os dias que se arrastam penosamente, etc., etc.. O inferno da vida antes do inferno da morte, numa escrita sublime. A tradução, magnífica, é de Aníbal Fernandes.                                  

Escreve o tradutor Aníbal Fernandes na sua introdução ao livro "Três em Pipa": "Voz muito invulgar, a deste autor não muito jovem que vinha inquietar de surpresa as velhas letras da França e afinal era voz de médico, de um tal Dr. Destouches que pedira -- para coisas da literatura - emprestado à sua mãe Céline o nome próprio; ex-segundo-sargento em Rambouillet, medalhado da Grande Guerra com direito à capa de "L'Illustré National", ex-agente da companhia florestal Shanga-Oubangui nos Camarões, ex-médico da Sociedade das Nações e por aqueles dias instalado num consultório barato e quase de subúrbio, a ganhar 'entre calotes e borlas' - como podia - a vida. O espanto que as fortes personalidades provocam anda sempre de mistura com a surpresa indignada. Houve quem decidisse difícil de engolir tanto talento, ainda por cima chegado por caminho lateral às letras, ainda por cima a passar sobre cadáveres repentinos de escrita encartada, a deixar velha - e velha de vez - a sintaxe de bom-senso da 'boa' literatura francesa. Mas houve logo, também, os 'fanáticos' da Viagem ("Viagem ao Fim do Mundo"). Simone de Beauvoir, por exemplo, confessa que chegou a saber de cor algumas das suas páginas. O universo de Céline invadido por chamas e ruínas - a clamar com todas as fanfarras e por todos os desastres - surgia com uma veemência exclamativa que cortava a respiração ao leitor, deixava-o suspenso ou a saltar de pedra em pedra, sobre uma sinfonia de naufrágio. Céline era uma grande sensação nova literatura". Céline terminará a sua vida exercendo a profissão de médico e não de escritor em Meudon, no ano de 1961, sentindo a Medicina como verdadeira vocação e a escrita como um acidente, uma aldrabice, à qual foi, felizmente, incapaz de renunciar.