«Um Demónio Veterano escreve cartas ao Demónio Principiante acerca da melhor maneira de atormentar um jovem da Inglaterra da Segunda Guerra Mundial. Além da força da ideia, a escrita é directa e cheia de humor e o ritmo habilíssimo e poupado (nunca lemos as cartas do Principiante). Lewis domina a técnica e desaçaima as ideias que correm livres. Na prática fala-se de tudo, do amor à política, da economia aos vícios, do casamento ao trabalho, de Deus e do Diabo. O extraordinário é que ao mesmo tempo que encanta pela graça Lewis endoutrina. Quantos livros criam fé em leitores que apenas lhes pegam por prazer? Por muito que perturbe alguns a ideia de uma discreta catequese literária a verdade é que se torna impossível não reconhecer às Screwtape Letters a matéria de que se faz as obras-primas. E talvez devamos aproveitar o embalo para recordar que o História da Literatura também se fez a pretexto do ensino da religião. O que seria o nosso Mundo sem, necessariamente, a Bíblia, as Confissões de Agostinho, A Suma de Tomás de Aquino, A Divina Comédia de Dante, O Paraíso Perdido de Milton ou o Temor e Tremor de Kierkegaard, apenas para citar alguns exemplos?» https://vozdodeserto.tumblr.com/post/67552791330/um-texto-antigo-sobre-vorazmente-teu-de-cs/amp
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«Um Demónio Veterano escreve cartas ao Demónio Principiante acerca da melhor maneira de atormentar um jovem da Inglaterra da Segunda Guerra Mundial. Além da força da ideia, a escrita é directa e cheia de humor e o ritmo habilíssimo e poupado (nunca lemos as cartas do Principiante). Lewis domina a técnica e desaçaima as ideias que correm livres. Na prática fala-se de tudo, do amor à política, da economia aos vícios, do casamento ao trabalho, de Deus e do Diabo. O extraordinário é que ao mesmo tempo que encanta pela graça Lewis endoutrina. Quantos livros criam fé em leitores que apenas lhes pegam por prazer? Por muito que perturbe alguns a ideia de uma discreta catequese literária a verdade é que se torna impossível não reconhecer às Screwtape Letters a matéria de que se faz as obras-primas. E talvez devamos aproveitar o embalo para recordar que o História da Literatura também se fez a pretexto do ensino da religião. O que seria o nosso Mundo sem, necessariamente, a Bíblia, as Confissões de Agostinho, A Suma de Tomás de Aquino, A Divina Comédia de Dante, O Paraíso Perdido de Milton ou o Temor e Tremor de Kierkegaard, apenas para citar alguns exemplos?» https://vozdodeserto.tumblr.com/post/67552791330/um-texto-antigo-sobre-vorazmente-teu-de-cs/amp