Tradução, prefácio de notas de Jorge de Sena
Colecção Círculo Do Humanismo Cristão
«Léon Chestov — pseudónimo de Lev Isaacovitch Chvartsman — nasceu em 1866, em Kiev, capital da Ucrânia e uma das mais antigas e prestigiosas cidades da civilização russa; aí, oriundo de rica família judaica, estudou Direito; tomando posição contra a Revolução de 1917, emigrou para França em 1920, onde são publicados em francês estudos seus anteriores ou novos livros, e morreu em Paris, em 1938. A sua obra, em que os escritores são chamados a depor «contra as evidências», a par dos filósofos, teve uma influência enorme na formação de uma mentalidade existencialista, influência pouco reconhecida ou confessada, mas real. E, hoje, este franco-atirador do pensamento filosófico, representante típico e último de um individualismo que se serve da cultura para aniquilá-la misticamente, é menos lido do que merece, e menos estudado do que valeria a pena, já que o «existencialismo» se tornou, com um Heidegger ou um Jaspers uma regressão ontológica, se acomodou (com Sartre) às tendências sociais do tempo ou (com um Marcel e Cia.) à religião estabelecida: tudo coisas que encheriam de raiva Chestov, e o fariam emitir novas torrentes de ironias dialécticas.» do prefácio de Jorge de Sena
€18
Tradução, prefácio de notas de Jorge de Sena
Colecção Círculo Do Humanismo Cristão
«Léon Chestov — pseudónimo de Lev Isaacovitch Chvartsman — nasceu em 1866, em Kiev, capital da Ucrânia e uma das mais antigas e prestigiosas cidades da civilização russa; aí, oriundo de rica família judaica, estudou Direito; tomando posição contra a Revolução de 1917, emigrou para França em 1920, onde são publicados em francês estudos seus anteriores ou novos livros, e morreu em Paris, em 1938. A sua obra, em que os escritores são chamados a depor «contra as evidências», a par dos filósofos, teve uma influência enorme na formação de uma mentalidade existencialista, influência pouco reconhecida ou confessada, mas real. E, hoje, este franco-atirador do pensamento filosófico, representante típico e último de um individualismo que se serve da cultura para aniquilá-la misticamente, é menos lido do que merece, e menos estudado do que valeria a pena, já que o «existencialismo» se tornou, com um Heidegger ou um Jaspers uma regressão ontológica, se acomodou (com Sartre) às tendências sociais do tempo ou (com um Marcel e Cia.) à religião estabelecida: tudo coisas que encheriam de raiva Chestov, e o fariam emitir novas torrentes de ironias dialécticas.» do prefácio de Jorge de Sena