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Que futuro resta aos livros e à literatura na era dos nativos digitais?

«Com aquele agudo juízo de um grande devorador de enciclopédias, Jorge Luis Borges atreveu-se a vaticinar que o livro nunca desaparecerá. Para o argentino, isso é impossível, e não só porque a herança que os livros contêm é demasiado preciosa, mas porque o livro é a própria chave de uma forma insubstituível de apreensão do conhecimento. “Dos diversos instrumentos inventados pelo homem, sem nenhuma dúvida, o mais assombroso é o livro. Todos os demais são extensões do seu corpo. O telefone, por exemplo, é a extensão da voz; o telescópio e o microscópio são extensões da sua vista; a espada e o arado são extensões do seu braço. Apenas o livro é uma extensão da imaginação e da memória”.

Mas e o que dizer desta prepotência, do excesso de confiança que as novas tecnologias geraram e do desprezo com que os “nativos digitais” encaram os livros e a leitura que estes ensinam e exigem - silenciosa, retirada, sem distrações?» Artigo completo de Diogo Vaz Pinto, no jornal Ionline, aqui.