Em toda a obra que não seja uma mera recompilação de dados ou manta de retalhos laboriosamente cosidos, isto é, em toda a obra verdadeiramente original, encontramos sempre um ponto nuclear, um tema à roda do qual se agrupam, subsidiariamente, todos os restantes elementos que agem então como sub-estrutura, fundamentação ou emolduramento dessa temática predominante. Em Romeu de Melo, esse ponto nuclear, essa temática central e centralizadora, consiste no conceito-base ´Homem Superior` . Este conceito age no pensamento do Autor qual ponto alfa (Chardin), referência de que se parte e a que sempre se volta, prisma para ver e compreender o Mundo de cujo reflexo se extrai a explicação de si próprio, sua razão e finalidade. Porque é no ´Homem Superior` que se realiza o surto do conhecimento, é no seu ser que a espécie realiza o seu ponto mais alto e se marca o maior distanciamento do animal, porque é nele que se estriba toda a qualidade de Progresso e Civilização, poderemos reivindicar para ele o que possuímos de Conhecimento e ao que assistimos como Realização. E é esse conhecimento laboriosamente acumulado, é a compreensão do Mundo e dos seus fenómenos que, por ele realizados, nele se reflectem, explicando-o e definindo-o em sua natureza,numa interacção fértil de virtualidades. À luz deste conceito, se devidamente esclarecido, tudo o que poderemos abranger pela designação genérica de Ciência da Cultura se clarifica e se revela em novas formas mais exactas de significado.
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Em toda a obra que não seja uma mera recompilação de dados ou manta de retalhos laboriosamente cosidos, isto é, em toda a obra verdadeiramente original, encontramos sempre um ponto nuclear, um tema à roda do qual se agrupam, subsidiariamente, todos os restantes elementos que agem então como sub-estrutura, fundamentação ou emolduramento dessa temática predominante. Em Romeu de Melo, esse ponto nuclear, essa temática central e centralizadora, consiste no conceito-base ´Homem Superior` . Este conceito age no pensamento do Autor qual ponto alfa (Chardin), referência de que se parte e a que sempre se volta, prisma para ver e compreender o Mundo de cujo reflexo se extrai a explicação de si próprio, sua razão e finalidade. Porque é no ´Homem Superior` que se realiza o surto do conhecimento, é no seu ser que a espécie realiza o seu ponto mais alto e se marca o maior distanciamento do animal, porque é nele que se estriba toda a qualidade de Progresso e Civilização, poderemos reivindicar para ele o que possuímos de Conhecimento e ao que assistimos como Realização. E é esse conhecimento laboriosamente acumulado, é a compreensão do Mundo e dos seus fenómenos que, por ele realizados, nele se reflectem, explicando-o e definindo-o em sua natureza,numa interacção fértil de virtualidades. À luz deste conceito, se devidamente esclarecido, tudo o que poderemos abranger pela designação genérica de Ciência da Cultura se clarifica e se revela em novas formas mais exactas de significado.