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Azulejaria em Portugal no século XVIII

LT010228
1979
J. M. dos Santos Simões

Editora Fundação Calouste Gulbenkian
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
Disponib. - Em stock

€85
Mais detalhes
  • Ano
  • 1979
  • Colecção
  • Corpus da Azulejaria Portuguesa
  • Edição
  • 1
  • Código
  • LT010228
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 24,00 x 31,00 x
  • Nº Páginas
  • 535

Descrição

A reedição do volume do Corpus dedicado ao século XVIII, teve por base um projeto de investigação apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, desenvolvido entre 2004 e 2007 – tendo como parceiros o Museu Nacional do Azulejo e a Fundação Calouste Gulbenkian – cujo objetivo fundamental era a atualização do Inventário do Património em Azulejo do século XVIII. Ao revisitar os espaços com núcleos azulejares mais importantes e significativos, procurou-se recuperar a antiga ideia de Brigada, ao efetuar um registo do azulejo in situ, seguindo a proposta inovadora de João Miguel dos Santos Simões para o que viria a constituir o elenco do Corpus da Azulejaria Portuguesa. Desde a 1.ª edição em finais da década de 1970, o conhecimento e a valorização artística e patrimonial do azulejo setecentista evoluiu em conteúdo e em forma, num novo entendimento da obra de azulejo e a arquitetura, conhecimento de novos conjuntos, novas tendências, novas realidades de produção, de gosto, de utilização do azulejo como suporte de imagem e de mensagem. Tornava-se assim premente completar e aprofundar esta obra de referência.

João Miguel dos Santos Simões (15.07.1907 – 15.02.1972) foi um engenheiro e investigador português que se especializou em azulejaria portuguesa. O interesse de Santos Simões pela História de Arte poderá ser o reflexo da sua educação cultural. O pai era tesoureiro na Associação dos Arqueólogos Portugueses e acompanhava-o ao Museu do Carmo desde os 11 anos: uma biblioteca apetrechada, as várias excursões de estudo que acompanhou, e o convívio com as principais figuras da História de Arte Portuguesa, em especial com José Queirós, alimentavam a sua curiosidade natural e sensibilizaram-no para as questões artísticas. Na década de 40 iniciou o estudo sistemático da azulejaria: em 1942, publicou o seu primeiro estudo em azulejaria, “Alguns Azulejos de Évora” na revista A Cidade de Évora; em 1944, fez dois estágios teóricos em Madrid (no Instituto Valencia Don Juan e no Museu Arqueológico) e outro prático em Talavera de la Reina (na fábrica Ruiz de la Luna), este que o inspirou a montar um pequeno laboratório para exame de pastas cerâmicas e vidrados na sua casa em Tomar. Esta aplicação de processos técnicos e a sistematização do conhecimento herdado da metodologia das Ciências seriam aplicados ao estudo da azulejaria e para a construção de uma tipologia que ainda vigora entre os estudiosos da área. Entre 1944-60, multiplicaram-se os seus estudos naquela temática e foi o investigador que mais se destacou internacionalmente (cerca de 26 artigos sobre azulejaria em português, holandês, italiano, francês e castelhano). Em 1957, propôs ao presidente da FCG, o Dr. José de Azeredo Perdigão, a publicação de uma obra sob o título “A Arte do Azulejo em Portugal”, que se materializou no Corpus da Azulejaria Portuguesa (dois volumes em exposição). Foi nomeado coordenador da Brigada de Estudos de Azulejaria em 1958 para concretizar essa obra colossal, sendo a finalidade deste grupo proceder ao “rastreio, colheita de fotografias e outros elementos informativos com vista à publicação do corpus e estudos monográficos” (Simões: 1960), tendo sido publicados 5 tomos em 6 volumes entre 1963 e 1979 decorrente desse inventário. Foi vogal efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes (1946) e membro correspondente da Real Academia de Bellas Artes de Santa Isabel de Hungría (Sevilha, 1952).O legado de Santos Simões continua a ser uma referência incontornável na área de estudo, inventário e investigação da azulejaria, que se tornou independente da cerâmica, a nível nacional e internacional, e foi essencial para a afirmação do azulejo como marca identitária e expressão artística diferenciadora da cultura portuguesa, tão em voga hoje em dia. O seu espólio foi doado pelos herdeiros ao Museu Nacional do Azulejo em 2007.

Azulejaria em Portugal no século XVIII

€85

LT010228
1979
J. M. dos Santos Simões
Editora Fundação Calouste Gulbenkian
Idioma Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Capa dura, com sobrecapa
Disponib. - Em stock

Mais detalhes
  • Ano
  • 1979
  • Colecção
  • Corpus da Azulejaria Portuguesa
  • Edição
  • 1
  • Código
  • LT010228
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 24,00 x 31,00 x
  • Nº Páginas
  • 535
Descrição

A reedição do volume do Corpus dedicado ao século XVIII, teve por base um projeto de investigação apoiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, desenvolvido entre 2004 e 2007 – tendo como parceiros o Museu Nacional do Azulejo e a Fundação Calouste Gulbenkian – cujo objetivo fundamental era a atualização do Inventário do Património em Azulejo do século XVIII. Ao revisitar os espaços com núcleos azulejares mais importantes e significativos, procurou-se recuperar a antiga ideia de Brigada, ao efetuar um registo do azulejo in situ, seguindo a proposta inovadora de João Miguel dos Santos Simões para o que viria a constituir o elenco do Corpus da Azulejaria Portuguesa. Desde a 1.ª edição em finais da década de 1970, o conhecimento e a valorização artística e patrimonial do azulejo setecentista evoluiu em conteúdo e em forma, num novo entendimento da obra de azulejo e a arquitetura, conhecimento de novos conjuntos, novas tendências, novas realidades de produção, de gosto, de utilização do azulejo como suporte de imagem e de mensagem. Tornava-se assim premente completar e aprofundar esta obra de referência.

João Miguel dos Santos Simões (15.07.1907 – 15.02.1972) foi um engenheiro e investigador português que se especializou em azulejaria portuguesa. O interesse de Santos Simões pela História de Arte poderá ser o reflexo da sua educação cultural. O pai era tesoureiro na Associação dos Arqueólogos Portugueses e acompanhava-o ao Museu do Carmo desde os 11 anos: uma biblioteca apetrechada, as várias excursões de estudo que acompanhou, e o convívio com as principais figuras da História de Arte Portuguesa, em especial com José Queirós, alimentavam a sua curiosidade natural e sensibilizaram-no para as questões artísticas. Na década de 40 iniciou o estudo sistemático da azulejaria: em 1942, publicou o seu primeiro estudo em azulejaria, “Alguns Azulejos de Évora” na revista A Cidade de Évora; em 1944, fez dois estágios teóricos em Madrid (no Instituto Valencia Don Juan e no Museu Arqueológico) e outro prático em Talavera de la Reina (na fábrica Ruiz de la Luna), este que o inspirou a montar um pequeno laboratório para exame de pastas cerâmicas e vidrados na sua casa em Tomar. Esta aplicação de processos técnicos e a sistematização do conhecimento herdado da metodologia das Ciências seriam aplicados ao estudo da azulejaria e para a construção de uma tipologia que ainda vigora entre os estudiosos da área. Entre 1944-60, multiplicaram-se os seus estudos naquela temática e foi o investigador que mais se destacou internacionalmente (cerca de 26 artigos sobre azulejaria em português, holandês, italiano, francês e castelhano). Em 1957, propôs ao presidente da FCG, o Dr. José de Azeredo Perdigão, a publicação de uma obra sob o título “A Arte do Azulejo em Portugal”, que se materializou no Corpus da Azulejaria Portuguesa (dois volumes em exposição). Foi nomeado coordenador da Brigada de Estudos de Azulejaria em 1958 para concretizar essa obra colossal, sendo a finalidade deste grupo proceder ao “rastreio, colheita de fotografias e outros elementos informativos com vista à publicação do corpus e estudos monográficos” (Simões: 1960), tendo sido publicados 5 tomos em 6 volumes entre 1963 e 1979 decorrente desse inventário. Foi vogal efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes (1946) e membro correspondente da Real Academia de Bellas Artes de Santa Isabel de Hungría (Sevilha, 1952).O legado de Santos Simões continua a ser uma referência incontornável na área de estudo, inventário e investigação da azulejaria, que se tornou independente da cerâmica, a nível nacional e internacional, e foi essencial para a afirmação do azulejo como marca identitária e expressão artística diferenciadora da cultura portuguesa, tão em voga hoje em dia. O seu espólio foi doado pelos herdeiros ao Museu Nacional do Azulejo em 2007.