O general Carlos de Azeredo foi interveniente e testemunha priveligiada dos acontecimentos mais marcantes dos últimos quarenta anos em Portugal: a invasão do Estado Português na Índia, a Guerra Colonial, o 25 de Abril e o acidente de Camarate. As memórias que o autor traz agora a público são páginas preenchidas de eventos recentes da nossa história contemporânea, por vezes dos bastidores destes eventos que ainda suscitam polémica e acesa discussão.
«A cidade, situada na ponte oriental da ilha, num local aberto e em parte no declive para o porto e cais no canal de S. João, devia ter sido muito pitoresca no seu velho estilo colonial do século XIX. Com aspetos que faziam lembrar as cidades de Goa. Com exceção do aquartelamento, do hospital, da velha câmara com o seu frontão e colunas no estilo helénico, o hotel, o antigo Palácio do Governador e as poucas casas que ainda estavam habitadas, o resto da cidade era uma ruína onde todos os meses desabavam uma ou duas casas. De notável havia em Bolama dois monumentos: a estátua do Presidente Ulisses Grant, que arbitrou a célebre questão de Bolama entre Portugal e a Grã-Bretanha, estátua esta situada no jardim central em frente do quartel, e o monumento erguido pelo governo italiano de Mussolini, de mármore, em memória dos dois aviadores italianos que, numa tentativa de volta aérea ao mundo, ali morreram num desastre com o seu avião.»
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O general Carlos de Azeredo foi interveniente e testemunha priveligiada dos acontecimentos mais marcantes dos últimos quarenta anos em Portugal: a invasão do Estado Português na Índia, a Guerra Colonial, o 25 de Abril e o acidente de Camarate. As memórias que o autor traz agora a público são páginas preenchidas de eventos recentes da nossa história contemporânea, por vezes dos bastidores destes eventos que ainda suscitam polémica e acesa discussão.
«A cidade, situada na ponte oriental da ilha, num local aberto e em parte no declive para o porto e cais no canal de S. João, devia ter sido muito pitoresca no seu velho estilo colonial do século XIX. Com aspetos que faziam lembrar as cidades de Goa. Com exceção do aquartelamento, do hospital, da velha câmara com o seu frontão e colunas no estilo helénico, o hotel, o antigo Palácio do Governador e as poucas casas que ainda estavam habitadas, o resto da cidade era uma ruína onde todos os meses desabavam uma ou duas casas. De notável havia em Bolama dois monumentos: a estátua do Presidente Ulisses Grant, que arbitrou a célebre questão de Bolama entre Portugal e a Grã-Bretanha, estátua esta situada no jardim central em frente do quartel, e o monumento erguido pelo governo italiano de Mussolini, de mármore, em memória dos dois aviadores italianos que, numa tentativa de volta aérea ao mundo, ali morreram num desastre com o seu avião.»