Depois do regicídio de 1908, que prenunciou a queda da monarquia, a «Acalmação», que D. Manuel II pretendera aplicar, ficou longe de fazer face à instabilidade política endémica no final do regime, encabeçado por um monarca jovem e inexperiente, sob a tutela da rainha viúva D. Amélia, e que conheceu quatro governos ao longo do ano de 1909. Perante o estado de verdadeira crise, o próprio Bernardino Machado, representante de uma ala até então moderada e contemporizadora do republicanismo, reconhecia que «os erros passados e actuais da monarquia tornavam inevitável a eclosão de manifestações revolucionárias», como assinala Amadeu Carvalho Homem na introdução ao catálogo. 1909 tornou-se no ano da Carbonária, «verdadeiro braço armado» da revolução republicana em gestação, sendo certo que o novo Directório do Partido Republicano, eleito a 25 de Abril, em que pontificavam José Relvas, Basílio Teles e Eusébio Leão, reflectiu a vitória da facção revolucionária.
Depois do regicídio de 1908, que prenunciou a queda da monarquia, a «Acalmação», que D. Manuel II pretendera aplicar, ficou longe de fazer face à instabilidade política endémica no final do regime, encabeçado por um monarca jovem e inexperiente, sob a tutela da rainha viúva D. Amélia, e que conheceu quatro governos ao longo do ano de 1909. Perante o estado de verdadeira crise, o próprio Bernardino Machado, representante de uma ala até então moderada e contemporizadora do republicanismo, reconhecia que «os erros passados e actuais da monarquia tornavam inevitável a eclosão de manifestações revolucionárias», como assinala Amadeu Carvalho Homem na introdução ao catálogo. 1909 tornou-se no ano da Carbonária, «verdadeiro braço armado» da revolução republicana em gestação, sendo certo que o novo Directório do Partido Republicano, eleito a 25 de Abril, em que pontificavam José Relvas, Basílio Teles e Eusébio Leão, reflectiu a vitória da facção revolucionária.