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Os conjurados xx

Jorge Luis Borges
Difel
Português PT

Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Por encomenda

€7
Mais detalhes
  • Idioma Original
  • Castelhano
  • Tradutor
  • Maria da Piedade Ferreira, Salvato Teles de Menezes
  • Capa
  • Rogério Petinga
  • Edição
  • 2
  • Código
  • LT004736
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 12,00 x 19,00 x
  • Nº Páginas
  • 96

Descrição

No prólogo a Os Conjurados, datado de 1985, Jorge Luis Borges escreve: «Ninguém pode estranhar que o primeiro dos elementos, o fogo, não abunde no livro de um homem de oitenta e muitos anos. Uma rainha, na hora da sua morte, diz que é fogo e ar; eu costumo sentir que sou terra, cansada terra. Continuo, no entanto, a escrever. Que outra sina me resta, que outra formosa sina me resta? A felicidade de escrever não se mede pelas virtudes ou fraquezas. Toda a obra humana é precária, afirma Carlyle, mas não o é a sua feitura. Não professo qualquer estética. Cada obra confia ao seu escritor a forma que procura: o verso, a prosa, o estilo barroco ou chão. As teorias podem ser admissíveis estímulos (recordemos Whitman), mas contudo podem engendrar monstros ou meras peças de museu. Lembremos o monólogo interior de Joyce ou o terrivelmente incómodo Polifemo. Com o correr dos anos, observei que a beleza, tal como a felicidade, é frequente. Não se passa um dia em que não estejamos, um instante, no paraíso. Não há poeta por medíocre que seja, que não tenha escrito o melhor verso da literatura, mas também os mais infelizes. A beleza não é privilégio de uns quantos homens ilustres. Seria muito estranho que este livro, que abarca umas quarenta composições, não encerrasse uma única linha secreta, digna de te acompanhar até ao fim.»

Os conjurados xx

€7

Jorge Luis Borges
Difel
Português PT
Estado : Usado 5/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Por encomenda

Mais detalhes
  • Idioma Original
  • Castelhano
  • Tradutor
  • Maria da Piedade Ferreira, Salvato Teles de Menezes
  • Capa
  • Rogério Petinga
  • Edição
  • 2
  • Código
  • LT004736
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 12,00 x 19,00 x
  • Nº Páginas
  • 96
Descrição

No prólogo a Os Conjurados, datado de 1985, Jorge Luis Borges escreve: «Ninguém pode estranhar que o primeiro dos elementos, o fogo, não abunde no livro de um homem de oitenta e muitos anos. Uma rainha, na hora da sua morte, diz que é fogo e ar; eu costumo sentir que sou terra, cansada terra. Continuo, no entanto, a escrever. Que outra sina me resta, que outra formosa sina me resta? A felicidade de escrever não se mede pelas virtudes ou fraquezas. Toda a obra humana é precária, afirma Carlyle, mas não o é a sua feitura. Não professo qualquer estética. Cada obra confia ao seu escritor a forma que procura: o verso, a prosa, o estilo barroco ou chão. As teorias podem ser admissíveis estímulos (recordemos Whitman), mas contudo podem engendrar monstros ou meras peças de museu. Lembremos o monólogo interior de Joyce ou o terrivelmente incómodo Polifemo. Com o correr dos anos, observei que a beleza, tal como a felicidade, é frequente. Não se passa um dia em que não estejamos, um instante, no paraíso. Não há poeta por medíocre que seja, que não tenha escrito o melhor verso da literatura, mas também os mais infelizes. A beleza não é privilégio de uns quantos homens ilustres. Seria muito estranho que este livro, que abarca umas quarenta composições, não encerrasse uma única linha secreta, digna de te acompanhar até ao fim.»