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extincao

Extinção

Thomas Bernhard
Disponib. - Por encomenda

€20
Mais detalhes
  • Ano
  • 2004
  • Colecção
  • O Imaginário
  • Tradutor
  • José Palma Caetano
  • Código
  • LT002748
  • ISBN
  • 9789723709254
  • Detalhes físicos
  • Nº Páginas
  • 524

Descrição

Tradução e nota introdutória de José Palma Caetano. "Extinção é não só o último romance publicado por Thomas Bernhard — embora não tenha sido provavelmente o último a ser concebido e escrito —, mas também o mais longo e aquele em que se concentram, de uma forma mais depurada e mais límpida, as ideias fundamentais do famoso escritor austríaco e se desenha com maior perfeição a sua estética literária. É assim uma espécie de cúpula do edifício de prosa narrativa por ele construído ao longo dos anos — em grande parte atormentados pela doença — da sua relativamente breve existência (1931-1989) e que constitui a parte fundamental da sua obra. A temática de Extinção gira em torno de um palácio, Wolfsegg, centro de uma grande propriedade agrícola, e de uma família, a do narrador, Franz-Josef Murau, que das suas "origens" se afastou, para ir viver em Roma. Com a morte dos pais e do irmão num acidente de automóvel, cabe-lhe em herança Wolfsegg, de que ele acaba por fazer doação à Comunidade Israelita de Viena, uma alusão à reparação devida aos judeus depois do holocausto do período nazi. O “complexo das origens”, um aspecto fundamental da vida e da obra de Bernhard, situa-se também na base deste romance. Só através da “extinção” da família e da propriedade o narrador se pode verdadeiramente encontrar consigo próprio. Esta ideia aplica-se igualmente ao nosso mundo, que só será possível mudar através da sua destruição total ou quase total, “para depois o reconstruirmos (…) como um mundo completamente novo”. O radicalismo do pensamento de Bernhard, que ele próprio reconhece, classificando-se de “artista do exagero”, exprime-se aqui em toda a originalidade da sua prosa, cuja estrutura musical se revela em Extinção extremamente apurada e a essa prosa transmite, mesmo no que ela às vezes parece ter de monótona, um ritmo insinuante e uma estranha fascinação." José A. Palma Caetano

Extinção

extincao €20

Thomas Bernhard
Disponib. - Por encomenda

Mais detalhes
  • Ano
  • 2004
  • Colecção
  • O Imaginário
  • Tradutor
  • José Palma Caetano
  • Código
  • LT002748
  • ISBN
  • 9789723709254
  • Detalhes físicos

  • Nº Páginas
  • 524
Descrição
Tradução e nota introdutória de José Palma Caetano. "Extinção é não só o último romance publicado por Thomas Bernhard — embora não tenha sido provavelmente o último a ser concebido e escrito —, mas também o mais longo e aquele em que se concentram, de uma forma mais depurada e mais límpida, as ideias fundamentais do famoso escritor austríaco e se desenha com maior perfeição a sua estética literária. É assim uma espécie de cúpula do edifício de prosa narrativa por ele construído ao longo dos anos — em grande parte atormentados pela doença — da sua relativamente breve existência (1931-1989) e que constitui a parte fundamental da sua obra. A temática de Extinção gira em torno de um palácio, Wolfsegg, centro de uma grande propriedade agrícola, e de uma família, a do narrador, Franz-Josef Murau, que das suas "origens" se afastou, para ir viver em Roma. Com a morte dos pais e do irmão num acidente de automóvel, cabe-lhe em herança Wolfsegg, de que ele acaba por fazer doação à Comunidade Israelita de Viena, uma alusão à reparação devida aos judeus depois do holocausto do período nazi. O “complexo das origens”, um aspecto fundamental da vida e da obra de Bernhard, situa-se também na base deste romance. Só através da “extinção” da família e da propriedade o narrador se pode verdadeiramente encontrar consigo próprio. Esta ideia aplica-se igualmente ao nosso mundo, que só será possível mudar através da sua destruição total ou quase total, “para depois o reconstruirmos (…) como um mundo completamente novo”. O radicalismo do pensamento de Bernhard, que ele próprio reconhece, classificando-se de “artista do exagero”, exprime-se aqui em toda a originalidade da sua prosa, cuja estrutura musical se revela em Extinção extremamente apurada e a essa prosa transmite, mesmo no que ela às vezes parece ter de monótona, um ritmo insinuante e uma estranha fascinação." José A. Palma Caetano