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A gota de ouro

LT019527
1987
Michel Tournier

Editora Dom Quixote
Idioma Português PT
Estado : Usado 4/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Em stock

€8
Mais detalhes
  • Ano
  • 1987
  • Colecção
  • Ficção Universal
  • Tradutor
  • Ricardo Alberty
  • Código
  • LT019527
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00 x
  • Nº Páginas
  • 200

Descrição

«As relações entre os adolescentes eram simples e unívocas: uma admiração um pouco receosa da parte de Idriss e uma amizade protectora e condescendente por parte de Ibrahim. Porque ele era nómada, entregue a si próprio e guardador de camelos, Ibrahim sentia, em relação aos habitantes do oásis, um desprezo indulgente que não atenuava, de forma nenhuma, o facto de trabalhar parta eles e dever-lhes a sua subsistência. Havia, na sua atitude, como que a reminiscência de um passado glorioso em que os oásis e os escravos que os cultivavam eram indistintamente propriedades dos senhores nómadas. Não obstante, este rapaz meio louco devido ao sol e à solidão, não temia nem Deus nem o Diabo e sabia tirar partido da própria aridez do deserto. O seu único olho, o esquerdo, porque o direito ficara-lhe agarrado aos espinhos de um bosque de acácias, para onde o seu camelo se atirara - via a dois quilómetros de distância a corrida de uma gazela ou a que tribo pertencia o condutor de um burro.»

A gota de ouro

€8

LT019527
1987
Michel Tournier
Editora Dom Quixote
Idioma Português PT
Estado : Usado 4/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Em stock

Mais detalhes
  • Ano
  • 1987
  • Colecção
  • Ficção Universal
  • Tradutor
  • Ricardo Alberty
  • Código
  • LT019527
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00 x
  • Nº Páginas
  • 200
Descrição

«As relações entre os adolescentes eram simples e unívocas: uma admiração um pouco receosa da parte de Idriss e uma amizade protectora e condescendente por parte de Ibrahim. Porque ele era nómada, entregue a si próprio e guardador de camelos, Ibrahim sentia, em relação aos habitantes do oásis, um desprezo indulgente que não atenuava, de forma nenhuma, o facto de trabalhar parta eles e dever-lhes a sua subsistência. Havia, na sua atitude, como que a reminiscência de um passado glorioso em que os oásis e os escravos que os cultivavam eram indistintamente propriedades dos senhores nómadas. Não obstante, este rapaz meio louco devido ao sol e à solidão, não temia nem Deus nem o Diabo e sabia tirar partido da própria aridez do deserto. O seu único olho, o esquerdo, porque o direito ficara-lhe agarrado aos espinhos de um bosque de acácias, para onde o seu camelo se atirara - via a dois quilómetros de distância a corrida de uma gazela ou a que tribo pertencia o condutor de um burro.»