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Impressões e paisagens xxx

Impressões e paisagens xxx

€10
Mais detalhes
  • Colecção
  • Clássicos da Literatura Portuguesa
  • Capa
  • José Artur
  • Código
  • LT002177
  • Detalhes físicos
  • Nº Páginas
  • 149

Descrição

Honesto e leal. Rude, cheio de rugas, bem velho já. Com saúde ainda, os dentes brancos, a barba grisalha, o olhar vivo e moço. Cheia de dedicações a sua vida inteira. Criança ainda embarcara, crestara-se-lhe a pele, fizera-se valente no mar. Sustentava a mãe. Tinha asperezas na voz; âncoras e datas a tinta azul nos braços possantes... Envelhecera, morrera-lhe a mulher, e ele ficara em terra por fim, com o filho e os netos. A neta casara um dia com o Nel, um rapagão que, como ele, partira em seguida na sua primeira viagem de marinheiro para o Brasil. Mas quando a barca voltou, ele não vinha. Lá tinha ficado, uma noite de tempestade, no mar... Envelhecera, não podia trabalhar. O filho, os netos, pescavam, e ele ajudava-os a consertar as redes. Mas o peixe escasseava... E o que ele sofria ao ver os outros trabalhar no batel enquanto ele ficava em casa a remendar as velas. O que ele sofria, bom Deus!... [Do conto "O Marinheiro"]

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Mais detalhes
  • Colecção
  • Clássicos da Literatura Portuguesa
  • Capa
  • José Artur
  • Código
  • LT002177
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  • Nº Páginas
  • 149
Descrição

Honesto e leal. Rude, cheio de rugas, bem velho já. Com saúde ainda, os dentes brancos, a barba grisalha, o olhar vivo e moço. Cheia de dedicações a sua vida inteira. Criança ainda embarcara, crestara-se-lhe a pele, fizera-se valente no mar. Sustentava a mãe. Tinha asperezas na voz; âncoras e datas a tinta azul nos braços possantes... Envelhecera, morrera-lhe a mulher, e ele ficara em terra por fim, com o filho e os netos. A neta casara um dia com o Nel, um rapagão que, como ele, partira em seguida na sua primeira viagem de marinheiro para o Brasil. Mas quando a barca voltou, ele não vinha. Lá tinha ficado, uma noite de tempestade, no mar... Envelhecera, não podia trabalhar. O filho, os netos, pescavam, e ele ajudava-os a consertar as redes. Mas o peixe escasseava... E o que ele sofria ao ver os outros trabalhar no batel enquanto ele ficava em casa a remendar as velas. O que ele sofria, bom Deus!... [Do conto "O Marinheiro"]