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Obra completa de José Marmelo e Silva – Não aceitei a ortodoxia xx

Obra completa de José Marmelo e Silva – Não aceitei a ortodoxia xx

José Marmelo e Silva
Disponib. - Por encomenda

€15
Mais detalhes
  • Ano
  • 2002
  • Edição
  • 1
  • Código
  • LT002478
  • ISBN
  • 9789726105688
  • Detalhes físicos
  • Nº Páginas
  • 770

Descrição

Situar Marmelo e Silva no panorama literário português é dar conta da interacção da presença com o neo-realismo, embora nenhuma destas correntes tenha sido exclusiva e os traços da última se tenham vindo a esbater gradualmente. É notória a exclusividade de sujeitos masculinos, todos eles acabrunhados por uma sociedade que lhes é adversa e que os maltrata ou despreza. Podemos considerar a existência de três vectores fundamentais que se conjugam para definir as personagens e que concorrem para a criação de cenários semelhantes, mesmo se parecem distanciar-se, ou se as causas da angústia e náusea não se afiguram idênticas. Falamos da referência quase obsessiva à precariedade das condições sociais, da alusão sarcástica à hipocrisia religiosa e da vivência doentia de uma sexualidade exagerada, porque incompreendida ou resultante de frustrações que parecem só poder resolver-se através de um desejo simplesmente físico e, com frequência, mal direccionado. A presença de assuntos considerados tabu (sobretudo para a época em que vieram a lume) condensa-se na entrevista de Marmelo e Silva à revista Coisa (Maio de 1984) e reproduzida no jornal Letras & Letras (n.º 15, de 5 de Março de 1989). As suas palavras definem melhor do que quaisquer outras a intenção que presidiu à obra: “Os conservadores esfolaram o rabo ao Neo-Realismo à força de o puxarem para trás nas velhas calhas dogmáticas. Se eu me distanciei, digamos que foi por eles ficarem cristalizados. Não aceitei a ortodoxia. Luto pela resolução dos problemas humanos, não excluindo os da sexualidade. Os ortodoxos esquivam-se à problemática sexual, no que muito agradam ao ultramontanismo.” Maria de Fátima Marinho

Obra completa de José Marmelo e Silva – Não aceitei a ortodoxia xx

Obra completa de José Marmelo e Silva – Não aceitei a ortodoxia xx €15

José Marmelo e Silva
Disponib. - Por encomenda

Mais detalhes
  • Ano
  • 2002
  • Edição
  • 1
  • Código
  • LT002478
  • ISBN
  • 9789726105688
  • Detalhes físicos

  • Nº Páginas
  • 770
Descrição

Situar Marmelo e Silva no panorama literário português é dar conta da interacção da presença com o neo-realismo, embora nenhuma destas correntes tenha sido exclusiva e os traços da última se tenham vindo a esbater gradualmente. É notória a exclusividade de sujeitos masculinos, todos eles acabrunhados por uma sociedade que lhes é adversa e que os maltrata ou despreza. Podemos considerar a existência de três vectores fundamentais que se conjugam para definir as personagens e que concorrem para a criação de cenários semelhantes, mesmo se parecem distanciar-se, ou se as causas da angústia e náusea não se afiguram idênticas. Falamos da referência quase obsessiva à precariedade das condições sociais, da alusão sarcástica à hipocrisia religiosa e da vivência doentia de uma sexualidade exagerada, porque incompreendida ou resultante de frustrações que parecem só poder resolver-se através de um desejo simplesmente físico e, com frequência, mal direccionado. A presença de assuntos considerados tabu (sobretudo para a época em que vieram a lume) condensa-se na entrevista de Marmelo e Silva à revista Coisa (Maio de 1984) e reproduzida no jornal Letras & Letras (n.º 15, de 5 de Março de 1989). As suas palavras definem melhor do que quaisquer outras a intenção que presidiu à obra: “Os conservadores esfolaram o rabo ao Neo-Realismo à força de o puxarem para trás nas velhas calhas dogmáticas. Se eu me distanciei, digamos que foi por eles ficarem cristalizados. Não aceitei a ortodoxia. Luto pela resolução dos problemas humanos, não excluindo os da sexualidade. Os ortodoxos esquivam-se à problemática sexual, no que muito agradam ao ultramontanismo.” Maria de Fátima Marinho