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Sexo 20

Santos Fernando
Sulfúria
Português PT

Estado : Novo
Encadernação : Brochado
Disponib. - Em stock

€14
Mais detalhes
  • Ano
  • 2017
  • Capa
  • Margarida Mendes
  • Edição
  • 2
  • Código
  • LT001227
  • Detalhes físicos
  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00
  • Nº Páginas
  • 167

Descrição

«Sexo 20 é uma narrativa sobre a relação entre um neto e um avô, o avô Lindolfo, personagem invulgar como o seu nome, filósofo libertário, hedonista praticante, desenterrado e ressuscitado pelo primeiro, autor do gesto de religar a ossatura desse ascendente que morrera na passagem do século XIX para o XX. “Um avô reconstrói-se como um país: muita fé, persistência e o mínimo de ladainhas”. No regresso aos dias, Lindolfo despacha assim, com estes termos pícaros, a sua biografia: “Vim do Minho aos trambolhões, numa diligência de merda, atado com cordas, a tempo de ser benzido aqui em Sintra pelo padre Moraes que me perdoou tudo, incluindo até o que eu não tivera oportunidade de fazer”. Importante também referir que o literário programa arranca com apetitoso isco nonsense: “É proibido colher flores – disse o morto que zelava pelo cemitério. E sorriu porque sabia que o sexo depende da beleza dos dentes incisivos”. Isso: dava uma boa campanha para um dentífrico.»  Nuno Costa Santos


O escritor português Santos Fernando nasceu em 1927 na Lapa, Lisboa.

Cursou a Escola Comercial e seguiu sendo um autodidacta na literatura. A sua obra é desde cedo caracterizada pela exploração do nonsense e do absurdo, com extrema elegância estilística e uma vincada ferocidade, tornada benigna pela cumplicidade com a fraqueza humana que sempre transparece nos seus textos.

Privou com figuras gradas da cultura portuguesa (por exemplo, Luiz Pacheco e Vítor Silva Tavares, seus próximos) e viu publicados, desde a juventude, textos em jornais nacionais e brasileiros, nomeadamente o português Diário Popular e, do outro lado do Atlântico, O Pasquim, com o qual colaborou regularmente a convite de Millôr Fernandes. Escreveu para rádio, televisão, teatro de revista - destaque-se a parceria regular com o seu grande amigo Ferro Rodrigues -, e publicou em vida treze livros de prosa, alguns dos quais foram também editados no Brasil. Muitos consideraram-no um dos maiores humoristas de língua portuguesa. Morreu em 1975, pouco depois da publicação de Sexo 20.



Santos Fernando
Sulfúria
Português PT
Estado : Novo
Encadernação : Brochado
Disponib. - Em stock

Mais detalhes
  • Ano
  • 2017
  • Capa
  • Margarida Mendes
  • Edição
  • 2
  • Código
  • LT001227
  • Detalhes físicos

  • Dimensões
  • 16,00 x 23,00
  • Nº Páginas
  • 167
Descrição

«Sexo 20 é uma narrativa sobre a relação entre um neto e um avô, o avô Lindolfo, personagem invulgar como o seu nome, filósofo libertário, hedonista praticante, desenterrado e ressuscitado pelo primeiro, autor do gesto de religar a ossatura desse ascendente que morrera na passagem do século XIX para o XX. “Um avô reconstrói-se como um país: muita fé, persistência e o mínimo de ladainhas”. No regresso aos dias, Lindolfo despacha assim, com estes termos pícaros, a sua biografia: “Vim do Minho aos trambolhões, numa diligência de merda, atado com cordas, a tempo de ser benzido aqui em Sintra pelo padre Moraes que me perdoou tudo, incluindo até o que eu não tivera oportunidade de fazer”. Importante também referir que o literário programa arranca com apetitoso isco nonsense: “É proibido colher flores – disse o morto que zelava pelo cemitério. E sorriu porque sabia que o sexo depende da beleza dos dentes incisivos”. Isso: dava uma boa campanha para um dentífrico.»  Nuno Costa Santos


O escritor português Santos Fernando nasceu em 1927 na Lapa, Lisboa.

Cursou a Escola Comercial e seguiu sendo um autodidacta na literatura. A sua obra é desde cedo caracterizada pela exploração do nonsense e do absurdo, com extrema elegância estilística e uma vincada ferocidade, tornada benigna pela cumplicidade com a fraqueza humana que sempre transparece nos seus textos.

Privou com figuras gradas da cultura portuguesa (por exemplo, Luiz Pacheco e Vítor Silva Tavares, seus próximos) e viu publicados, desde a juventude, textos em jornais nacionais e brasileiros, nomeadamente o português Diário Popular e, do outro lado do Atlântico, O Pasquim, com o qual colaborou regularmente a convite de Millôr Fernandes. Escreveu para rádio, televisão, teatro de revista - destaque-se a parceria regular com o seu grande amigo Ferro Rodrigues -, e publicou em vida treze livros de prosa, alguns dos quais foram também editados no Brasil. Muitos consideraram-no um dos maiores humoristas de língua portuguesa. Morreu em 1975, pouco depois da publicação de Sexo 20.