«Primeiro romance publicado por mim. Tanguy não era aquele grito do coração que muitos queriam ouvir nele. Não é fruto de uma necessidade biográfica. O seu modelo não é o testemunho: encontra-se nos autores que eu estudava com fervor, nomeadamente Dostoiévski. Eu não romancava a minha vida, eu biografava o romance. É precisamente neste ponto, a exemplaridade de uma infância de guerra, de todas as guerras, que insistia François Le Grix, o meu mentor literário. É assim que os jovens o lêem, com as imagens que a televisão lhes impõe na cabeça. Nenhum deles me pergunta se a história é verdadeira, pois ela se repete diante dos seus olhos. Sempre e em toda parte, de Ruanda à Bósnia, do Vietname ao Camboja, eles reconhecem a mesma criança torturada.»
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«Primeiro romance publicado por mim. Tanguy não era aquele grito do coração que muitos queriam ouvir nele. Não é fruto de uma necessidade biográfica. O seu modelo não é o testemunho: encontra-se nos autores que eu estudava com fervor, nomeadamente Dostoiévski. Eu não romancava a minha vida, eu biografava o romance. É precisamente neste ponto, a exemplaridade de uma infância de guerra, de todas as guerras, que insistia François Le Grix, o meu mentor literário. É assim que os jovens o lêem, com as imagens que a televisão lhes impõe na cabeça. Nenhum deles me pergunta se a história é verdadeira, pois ela se repete diante dos seus olhos. Sempre e em toda parte, de Ruanda à Bósnia, do Vietname ao Camboja, eles reconhecem a mesma criança torturada.»