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Obras pastorais vol. 1 – 1928-1935 xx

LT009810
1936
Manuel Gonçalves Cerejeira (Cardeal Cerejeira)

Editora União Gráfica
Idioma Português PT
Estado : Usado 4/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Indisponível

€20
Mais detalhes
  • Ano
  • 1936
  • Código
  • LT009810
  • Detalhes físicos
  • Nº Páginas
  • 387

Descrição

«O problema das relações da Igreja com o Estado, em termos europeus, é radicalmente alterado pela assinatura do Tratado de Latrão e pela resolução da «questão romana» (Fevereiro de 1929). Ficava assim resolvida, simbolicamente, a posição da Igreja na sociedade burguesa posterior à revolução francesa, mediante a formalização do reconhecimento recíproco, proposto por Leão XIII. A atitude da Santa Sé muda: o comunismo substituirá o liberalismo como o inimigo principal. A partir de então, e até 1945, o Vaticano trocará o apoio a partidos seus pelo reconhecimento legal da existência da Igreja pelo Estado através de concordatas. Com matizes vários, é o que se passará na Itália, na Áustria, na Alemanha, em Portugal e em Espanha. O cardeal Cerejeira é a aplicação desta nova orientação a Portugal. Ela traduzir-se-á, mais tarde, na desactivação política do Centro Católico (1933), aliás exigida por Salazar, e virá a culminar na aprovação da Concordata e do Acordo Missionário (assinados a 7 de Maio de 1940). O sacrifício do Centro Católico não deixou de ter repercussões estritamente eclesiais. A lógica profunda do Centro apontava para a convivência da Igreja com uma sociedade laicizada. Extingui-lo era favorecer um catolicismo de cristandade nos moldes herdados do Império Romano após a conversão de Constantino.» Luís Salgado de Matos

Obras pastorais vol. 1 – 1928-1935 xx

€20

LT009810
1936
Manuel Gonçalves Cerejeira (Cardeal Cerejeira)
Editora União Gráfica
Idioma Português PT
Estado : Usado 4/5
Encadernação : Brochado
Disponib. - Indisponível

Mais detalhes
  • Ano
  • 1936
  • Código
  • LT009810
  • Detalhes físicos

  • Nº Páginas
  • 387
Descrição

«O problema das relações da Igreja com o Estado, em termos europeus, é radicalmente alterado pela assinatura do Tratado de Latrão e pela resolução da «questão romana» (Fevereiro de 1929). Ficava assim resolvida, simbolicamente, a posição da Igreja na sociedade burguesa posterior à revolução francesa, mediante a formalização do reconhecimento recíproco, proposto por Leão XIII. A atitude da Santa Sé muda: o comunismo substituirá o liberalismo como o inimigo principal. A partir de então, e até 1945, o Vaticano trocará o apoio a partidos seus pelo reconhecimento legal da existência da Igreja pelo Estado através de concordatas. Com matizes vários, é o que se passará na Itália, na Áustria, na Alemanha, em Portugal e em Espanha. O cardeal Cerejeira é a aplicação desta nova orientação a Portugal. Ela traduzir-se-á, mais tarde, na desactivação política do Centro Católico (1933), aliás exigida por Salazar, e virá a culminar na aprovação da Concordata e do Acordo Missionário (assinados a 7 de Maio de 1940). O sacrifício do Centro Católico não deixou de ter repercussões estritamente eclesiais. A lógica profunda do Centro apontava para a convivência da Igreja com uma sociedade laicizada. Extingui-lo era favorecer um catolicismo de cristandade nos moldes herdados do Império Romano após a conversão de Constantino.» Luís Salgado de Matos