Um grupo de actores portugueses reúne-se numa casa da Costa Nova, um lugar de vilegiatura que evoca a Crimeia, para, em conjunto com um encenador francês, discutir a adaptação teatral e a encenação dum conto de Tchecov: Sobre o Amor, ancorado no tempo histórico da Rússia de 1905. O conto objectiva o modo como as convenções sociais silenciam a fala do corpo, na relação amorosa de Anna e Pavel (ou Olga e Vladimiro). A peça em progresso situa-se em 1905, no ano do ensaio geral da Revolução Russa, e, por isso mesmo, há coincidências entre aquilo que bloqueia a aspiração à liberdade das personagens individuais e do colectivo social. Tal como, a outro nível, há coincidências pirandellianas entre a peça em progresso e o mundo fechado dos actores que a ensaiam e representam, equilibrando-se estes em negrume com as personagens, tal como elas se alimentam do calor e do vazio das suas vidas.
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Um grupo de actores portugueses reúne-se numa casa da Costa Nova, um lugar de vilegiatura que evoca a Crimeia, para, em conjunto com um encenador francês, discutir a adaptação teatral e a encenação dum conto de Tchecov: Sobre o Amor, ancorado no tempo histórico da Rússia de 1905. O conto objectiva o modo como as convenções sociais silenciam a fala do corpo, na relação amorosa de Anna e Pavel (ou Olga e Vladimiro). A peça em progresso situa-se em 1905, no ano do ensaio geral da Revolução Russa, e, por isso mesmo, há coincidências entre aquilo que bloqueia a aspiração à liberdade das personagens individuais e do colectivo social. Tal como, a outro nível, há coincidências pirandellianas entre a peça em progresso e o mundo fechado dos actores que a ensaiam e representam, equilibrando-se estes em negrume com as personagens, tal como elas se alimentam do calor e do vazio das suas vidas.