Além da introdução do tradutor Aníbal Fernandes, esta edição apresenta o texto «O teatro e a peste», de Antonin Artaud.
«Má Sorte que Ela Fosse Puta e The Lover’s Melancholy, ambas de 1626, parecem ter sido as suas primeiras peças de autoria solitária; a revelarem-no com uma diferença violadora das regras estabelecidas por Shakespeare e os seus contemporâneos; a despojar, a evitar metáforas e a dar preferência à fala directa; a substituir a serenidade isabelina pelas agressividades da sátira e do cinismo. John Ford não deu à sua posteridade esse prazer da citação, essa colecção de frases e expressões que as peças de Shakespeare emprestam com abundância às exibições da cultura; sonhou e escreveu textos para um teatro que saltou sobre as formas que cumpriam a tradição, com personagens que evitavam a ênfase e a requintada elaboração metafórica para reproduzir o reconhecível discurso dos homens do seu tempo. Má Sorte… tem no seu centro Annabella, que Antonin Artaud considerou "a imagem do perigo absoluto".» Aníbal Fernandes, texto doutra edição
Além da introdução do tradutor Aníbal Fernandes, esta edição apresenta o texto «O teatro e a peste», de Antonin Artaud.
«Má Sorte que Ela Fosse Puta e The Lover’s Melancholy, ambas de 1626, parecem ter sido as suas primeiras peças de autoria solitária; a revelarem-no com uma diferença violadora das regras estabelecidas por Shakespeare e os seus contemporâneos; a despojar, a evitar metáforas e a dar preferência à fala directa; a substituir a serenidade isabelina pelas agressividades da sátira e do cinismo. John Ford não deu à sua posteridade esse prazer da citação, essa colecção de frases e expressões que as peças de Shakespeare emprestam com abundância às exibições da cultura; sonhou e escreveu textos para um teatro que saltou sobre as formas que cumpriam a tradição, com personagens que evitavam a ênfase e a requintada elaboração metafórica para reproduzir o reconhecível discurso dos homens do seu tempo. Má Sorte… tem no seu centro Annabella, que Antonin Artaud considerou "a imagem do perigo absoluto".» Aníbal Fernandes, texto doutra edição